Transformance completa oficina de Eco-Pedagogia através das Artes no coração da Presidência

No dia 11 de outubro de 2024, Dan Baron, o eco-pedagogo internacional e co-fundador do Instituto Transformance realizou a segunda parte da oficina EcoPedagogia através das Artes: reimaginando educação no fim do mundo, junto com a Diretoria de Educação Popular na Secretária Nacional de Participação Social (SNPS), na Secretaria Geral da Presidência. A turma de 12 diretores e servidores participou na metodologia que prepara comunidades, lideranças e instituições cultivarem processos de formação, gestão, governança e produção coletivas e colaborativas.



“A metodologia tem sido aplicada em territórios urbanos, rurais, florestais, marinhos, ribeirinhos e desertos”, explica Dan Baron, “por educadores, artistas, gestores, sindicalistas, ativistas, indígenas, ambientalistas, refugiados e prisioneiros, de toda geração e grupos intergeracionais e interculturais, em situações de crise, conflito, pós conflito e pós calamidade. Mas isso foi a primeira vez em 40 anos que realizei uma oficina no coração do um governo federal!”

Lavando as mãos com água imaginária para revelar mapas culturais e ler paisagens íntimas de histórias, marcas, viagens e sonhos…
Em dupla, os participantes trocam histórias sobre o maior desafio no seu ambiente de trabalho e sua maior qualidade transformadora

Dan iniciou a oficina cantando Sonho da Figueira (criado coletivamente por crianças e jovens na comunidade pescadora de Ratones, Florianópolis, em 1998), para definir os objetivos e o ambiente da oficina. Em seguida, ele conduziu uma pré-atividade de sensibilização, a leitura e troca das emoções nos olhos, em dupla, preparação para a ‘escuta com os olhos e com o corpo inteiro’, exigida pela atividade principal, a contação por cada participante da história de seu objeto íntimo, em rodas de 04, na busca de um símbolo coletivo.

“Não é uma roda de conversa espontânea”, explica Dan. “Somos acostumados com diálogos dominados pelos mais experientes e auto-confiantes. Neste processo, estamos escutando historias de vida, sensíveis e profundas, relatadas através de objetos intimos. Cada objeto tem sido escolhido por seu dono em casa, por sua capacidade de simbolizar seu mundo íntimo e social e abordar o tema da oficina. Cada história então merece uma escuta cuidadosa e afiada”.

“O objetivo desta roda é mais de conhecer, ler e entender, sem julgar, o mundo íntimo de cada pessoa na roda, que já é muito!”, sorri Dan. “Demonstro cada passo e atitude para garantir sete minutos para cada história e as perguntas e respostas ela inspira, na sequência do círculo. Destaco a importância de escutar com os olhos, de oferecer com calma uma questão em cada vez (direta e sem comentário, para não dirigir a resposta), ao contador responder. Mas destaco o direito de ficar em silêncio, caso um ouvinte ainda não tem uma pergunta, e simplesmente passar à próxima pessoa. No final de 07 minutos, corto a palavra da pessoa falando em cada grupo para sincronizar-los, e convido os ouvintes agradecerem o contador. Depois convido o próximo contador iniciar em cada grupo, na sequência de sua roda.”

A seleção coletiva do objeto íntimo mais capaz de integrar o significado de todos os outros objetos íntimos é um processo de escuta imaginativa e criativa da proposta de cada participante, na mesma sequência da roda. A escuta afiada, e o princípio que ninguém pode propor seu próprio objeto criam um ambiente de inovação. Cada participante está relendo e ampliando o significado original de cada objeto íntimo, buscando afirmando a essência (de vale ores, narrativas, potenciais), que todos os objetos íntimos tem em comun.

É um processo integrador que soma os significados e os potenciais em um só símbolo, capaz de contemplar todas as histórias e valores presentes. É um ato afirmativo e comunitário, sem disputa e sem voto. “Pela primeira vez na minha experiença,” disse o Dan, “todos os grupos na oficina logo reconheceram e escolheram seu símbolo coletivo, sem necessidade de fazer uma segunda ou terceira roda de escuta. Já encontraram um consenso.”

Dan apresentou o Monumento dos 500 Anos de Resistência dos Povos Indígenas do Brasil (Monte Pascoal, Sul da Bahia, 2001), como um resultado exemplar da metodologia. Ele identificou o arco flecha, plantas de cura, maracá e pedras sagradas como os objetos íntimos dos 2000 Pataxó no Monte Pascoal, integrados na evolução do projeto e sua estética coletivos.

Na roda final, participantes celebraram a participação coletiva, inclusiva, democrática e social, sem a pressão autoritária do xicote do relógio (inscritas de 2-3 minutos que privilegie os mais lúcidos). “A metodologia aproxima e une todos os saberes presentes”, disse Letícia da Educação Ambiental (Ministério do Meio Ambiente) e ensina na prática como tomar decisões coletivas, em vez de votar, rachar e excluir.”



“Nunca acontece conflito na escolha do símbolo coletivo?”, perguntou uma participante. Uma colega refletiu: “Além do ambiente e da moderação, o giro continuo da roda difusa a tensão e dificulta bate-boca. O foco está no objeto íntimo, não no contador. Isso gera distanciamento, tanto para os ouvintes, quanto e em particular, para o contador.” 



“Mas o moderador precisa estar sempre alerto”, Dan respondeu na roda,”pronto para intervir e garantir a prática dos acordos iniciais, caso integrantes em qualquer dos grupos não tem a auto-confiança coletiva de intervir ou não conseguem resolver qualquer dominação, resistência, desrespeito, desafio pessoal ou prática autoritária que sempre surge no processo.”

“E qual é a relação entre ecopedagogia, as artes e este ambiente saudável?”, perguntou o Pedro Pontual,
o Diretor da Educação Popular, no final da avaliação.


Inspirado pela lucidez da oficina, Dan oferece uma definição: “A ecopedagogia descoloniza e reintegra os ambientes íntimo, social e territorial, através da retomada de nossas linguagens sensoriais, mistificadas como artes. Nesses processos de alfabetização eco-cultural, estamos cultivando relações e territórios de saúde integral. Um símbolo coletivo pode ser um projeto comunitário ou programa nacional de Educação Ambiental, a metodologia de um encontro nacional ou governança participativa.”

Coletivo AfroRaiz distribua mudas de plantas medicinais de seu Projeto Salus (2016-21) nas ruas de sua comunidade Cabelo Seco, em Marabá, Pará, proposta coletiva de rodas de avaliação na Amazônia.

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Instituto cria pontes de esperança entre Norte e Sul do País

Alanes Yanca coordena uma roda de contação de histórias na biblioteca Folhas da Vida, na Casinha da Cultura (2016)




















O Instituto Transformance deu passos inéditos em agosto. Junto com a Secretaria Nacional de Participação Social, em Brasília, promoveu a primeira oficina de eco-pedagogia através das artes na Secretaria Geral da Presidência. E junto com pedagogos na Universidade Federal de Santa Catarina e do Movimento Sem Terra, renovou uma ponte que possibilitará colaborações entre as regiões Norte e Sul do País, capazes de reciclar ansiedade climática em recursos bem viver.

Em agosto de 2023, o arte-educador e co-diretor do Instituto, Dan Baron, iniciou um diálogo com Pedro Pontual, diretor de Educação Popular, inspirado pelos vídeos ‘O Coletivo AfroRaiz apresenta a Amazônia Bem Viver’ (2019), e ‘As Castanheiras Lembram do Massacre de Eldorado das Carajás’ (1999). Segundo Dan, durante 9 meses, seis diálogos geraram o projeto Viveiro Bem Viver: reimaginando educação no fim do mundo, formando 1.000 eco-pedagogos, 200 em cada região do Brasil, através da criação de um monumento coletivo em cada região.

Uma oficina demonstrativa para impulsionar a articulação inter-setorial necessária ao executar o projeto piloto nacional. A oficina atraiu 24 gestoras de 11 ministérios e programas federais. Dan Baron convidou Alanes Yanca, uma das integrantes do Coletivo AfroRaiz do projeto Rios de Encontro que hoje atua em escolas, movimentos sociais e redes culturais, para demonstrar o que pedagogias artísticas cultivam.

Alanes coordena uma roda de leitura na-biblioteca Folhas da Vida na ‘zona vermelha’ (2017)





















Alanes se apresentou através do poema ‘Folhas da Vida’, retrato da metodologia decolonial da biblioteca comunitária que ela co-gestava:

todo sábado
vou para o barracão
entro numa roda
escuto contos
brinco com cores
e sem chicote
canto dançando
me abrindo
com cuidado
para me ler
e reconhecer
minhas histórias

e ao pôr do sol
bem aí
pego um lápis
que não me julgue
nem me corte
ou derrube
minha calma
e invento
sem medo
o primeiro gibi
com folhas da vida
afro-amazônicas

Alanes dialoga com Maria do Carmo Alves de Albuquerque (Diretoria de Educação Popular na SGPS) na roda dos cochicos na Oficina de EcoPedagogia através das Artes (Brasília, 2024)





















Alanes atuou na oficina como gestora interna da vivência de dança, teatro e escultura pedagógicas, cuidando da integração dos participantes. Em seguida, Dan passou o vídeo ‘Folhas da Vida’ e os participantes entrevistaram Alanes sobre sua formação. “Com 12 anos de idade, estava passando casa em casa ‘perdendo livros’, realizando rodas de leitura nas pracinhas esquecidas em Cabelo Seco. Traficantes deitavam no meio das crianças na zona vermelha, vivendo o direito de ler e de imaginar. Quem teria imaginado adolescentes gestando tal projeto? Viramos um viveiro de alegria, calma e motivação. Criamos a escola que queremos!”, relembra a jovem Alanes.

Alanes e Diretoras da Secretaria Nacional de Participação Social avaliam a oficina de EcoPedagogia através das Artes.
























As diretoras perguntaram como o projeto impactou sua vida, e ela respondeu que viveu o direito de sonhar. “Hoje, cuido de um terreiro comunitário, integro teatro numa escola infantil na periferia de Goiânia, estudo Pedagogia na UNOPAR e cuido de minha própria casa”. Dan Baron analisa que Alanes não chorou sobre ansiedade climática que hoje atormenta crianças e jovens no mundo inteiro. Ela mostrou que tem projeto na veia, sabe como criar e motivar comunidade a se transformar. Isso motivou as diretoras, e confirmou que temos de transformar nossos 25 anos de aprendizado em cursos e recursos de eco-pedagogia”.

Dan observa que os editais culturais retornaram, mas fomentam produtos, não processos experimentais de três anos para transformar o fim do mundo. “E provocam disputa entre nós e a própria geração que formamos. E entre parceiros”, lamenta ele.

Nas consultas com parceiros regionais nas instituições UFPA, UFPB, UFSB, UFSC e UE de Campinas, a UFSC convidou o Instituto para criar um monumento que celebre os 35 anos de colaboração com as escolas agroecológicas no MST. “Surgiram ‘Pontes de Esperança’. Essa é nossa proposta de emenda parlamentar de R$ 200.000 para formar 800 eco-pedagogos através das artes na criação coletiva de uma maquete”.

O Povo Pataxó realiza uma roda no Fórum Bem Viver no Monumento de Resistência dos Povos Indígenas do Brasil (Monte Pascoal, Sul da Bahia (19.08.2024), exemplo dos 05 monumentos propostos pelo projeto nacional Viveiro Bem Viver (2025-26)

Na assembleia do orçamento popular do deputado federal Victor Uczai no dia 12 de agosto, a proposta foi contemplada. Iniciará com uma oficina de formação em 2025 para as propostas não aprovadas, co-gestionadas pelo Coletivo AfroRaiz.

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Rios de Encontro participa do Festival d’Avignon 2024 na França

Mesa de Abertura debate Cultura em Tempos Neo-Fascistas.

Na roda de abertura do Festival d’ Avignon no dia 30 de junho, Dan Baron, eco-pedagógo e co-coordenador do Instituto Transformance abordou o tema “Cultura em Tempos Neo-Fascistas”, junto a outros renomados participantes do cenário cultural internacional. A mesa contou com Cláudio Longhi, diretor do Teatro Piccolo de Milão, Itália; Emília de la Iglesia, presidente da Cultura Viva Comunitária, na Argentina; e Mariano Pensotti, cineasta argentino. A moderação foi realizada por Maxime Sechaud, diretor do Setor de Teatro do Sindicato da Confederação Geral do Trabalho (CGT), que perguntou sobre o foco principal atual do projeto Rios de Encontro.

Dan citou a ansiedade climática e a insegurança sobre o futuro relatadas nas escolas de Marabá, entre outros traumas, associados à pandemia, “solo fertil de autoritarismo”. Concluiu sua contribuição com o poema ‘Ja’ que resume 12 anos de aprendizado no projeto Rios de Encontro com a comunidade Cabelo Seco e retrata as artes como metodologias ancestrais e visionárias da educação reimaginada como viveiro comunitário da Eco-Pedagogia que o Instituto Transformance hoje está popularizando junto com o governo federal:

Quando nossas canoas retornam famintas
transformamos nossa fome em dança
quando nossas florestas viram pó
transformamos nossa asma em canto
para que quando os usineiros da paz
oferecem reciclar nossos bisnetos
asfixiados por sua ganância ecocida
Marabá já estará revivendo

Porque na cura de cada cicatriz
aprendemos a arte de cuidar
no silêncio de cada agrado
aprendemos a coragem de ousar
e na pergunta de cada criança
nasce um pulso ancestral do bem viver

“O que foi aprendido durante os quatro anos após a anulação do Ministério da Cultura pelo Governo Bolsonaro em 2019”, perguntou Maxime Sechaud. Dan destacou a importância do financiamento solidário da Alemanha e da Espana para criar e realizar a turnê Europeia do espetáculo Rio Voador, e nos anos da pandemia, da criação de publicações eco-pedagógicas, vídeos e exposições que explicam as metodologias coletivas e comunitárias do Rios de Encontro. “O público no festival logo abraçou as rodas de leitura na pracinha da biblioteca Folhas da Vida, passando casa em casa com livros e mudas, e a realização de bicicletadas e pipadas como pedagogias comunitárias para cultivar liderança e solidariedade entre crianças e adolescentes. Sobretudo, celebrando a leitura cotidiana da comunidade como ciência ribeirinha, uma eco-pedagogia amazônica nativa.”

Tropique du Kepone: espetaculo de danca contemporanea que aborda questoes ecologicas-decoloniais no festival
Tropique du Kepone: espetaculo de danca contemporanea que aborda questoes ecologicas-decoloniais no festival

Na terceira pergunta sobre desafios atuais, Dan destacou a ansiedade climática, crises de vômito, desmaio, choro, agressividade e auto-mutilação relatadas nas escolas em Marabá e no mundo. Ligou isso com o trauma existencial da pandemia.“Governos no mundo inteiro foram preocupados com o resgate do tempo perdido e da restauração da disciplina na escola. Não incentivou espaços de cura, rodas de troca da experiência dos dois anos de isolamento e convivência com a morte, e as sequelas da imersão no celular.”

Dan Baron dialoga com Maxime Sechaud na roda com as Diretorias do CGT

Na roda com a diretoria nacional do CGT, na véspera do 2º turno da eleição francesa do Congresso, junto com a Emília de la Eglesia, Presidente da Cultura Viva Comunitária na Argentina, Dan apontou a aliança do governo federal com os parceiros industriais como o maior perigo atual: “O financiamento pela Vale e pelo Petrobras de projetos culturais e educacionais em nome de sustentabilidade, com recursos bem maiores do que o Ministério da Cultura, está determinando as narrativas populares dominantes da memória e da imaginação. O licenciamento da industrialização da Amazônia.”

“Essa cumplicidade do Governo Federal é mais de que dívida política à alianças políticas de 2022. O Lula é prisioneiro cultural à um paradigma ecocidal de progresso, protegido pelas micro tecnologias de sedução e de vigilância íntimas que estão viciando as crianças, adolescentes e guardiões da memória popular, 24 horas por dia. A alfabetização cultural como base da eco-pedagogia nunca foi tão prioritária.”

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Eco-pedagogia reimagina projeto educativo na Escola Martinho Motta

1 Em roda, junto com os participantes, Dan Baron defina os objetivos coletivos da oficina

Em roda, junto com os participantes, Dan Baron defina os objetivos coletivos da oficina

No dia 11 de junho, o Instituto Transformance realizou sua primeira oficina de formação em eco-pedagogia através das artes do Projeto Viveiro Bem Viver, com a docência da escola Municipal Martinho Motta, na Folha 27.

Oferecida pelo arte-educador Dan Baron, em solidariedade com professores e alunos sofrendo os efeitos do colapso climático, a oficina demonstrou os potenciais do que ele chama de ‘alfabetização eco-cultural’, inspirada pelo educador brasileiro Paulo Freire, evoluída ao longo de 25 anos de projetos comunitários no sul do Pará, e praticada no Cabelo Seco, no projeto Rios de Encontro.

Cristina Arcanjo, diretora da Escola Martinho Motta, explica que visitou o projeto para agendar uma visita dos alunos à Casa dos Rios para que eles conhecessem um ambiente educacional fora das paredes da escola. “Após umas perguntas sobre a saúde de nossos alunos e professores, propus ao Dan uma oficina para nossa docência, para reimaginar a escola como o ambiente do futuro que queremos”, explica ela.

Por sua vez, no início da oficina, Dan Baron resumiu que os dois desafios principais diante de um futuro em chamas no mundo são cultivar a calma e a esperança em tempos de pânico e pessimismo. Os 12 participantes foram organizados para estimular um ambiente dialógico. Cada pessoa sentou em uma roda de duplas para cochicharem sobre seu desafio pessoal prioritário na sala de aula e sua maior qualidade para transformá-lo.

2 Na roda dialógica, duplas criam laços indéditos de empatia solidária

Na roda dialógica, duplas criam laços indéditos de empatia solidária

“Com todas as duplas cochichando simultaneamente, criamos tempo dialógico e a intimidade para criar laços de confiança e empatia. Em 30 minutos, geramos um ambiente escolar de escuta, cuidado e solidariedade”, celebra o arte-educador.

Depois, as duplas se transformaram em estátuas humanas para ler no corpo de seu par seu jeito de comunicar. Depois, usaram dança coletiva para resgatar suas raízes ribeirinhas e camponesas. “Sem palavras, todos perceberam quanto todo ser humano é artista plástico, ator e plateia, dançarino e coreógrafo; e que as artes podem cultivar autoconsciência e autoconfiança coletivas”, resume Dan Baron.

5 Dançando a chuva Amazônica no assentamento 17 de Abril em 2006

Participantes da primeira turma da Educação do Campo (UFPA-Marabá, 2004) e do Assentamento 17 de Abril (2006), evoluem a narrativa da Dança da Terra, criando um palco coletivo e eco-pedagógico

Em grupos de quatro, os professores contaram a história da maior transformação de suas vidas, captada num ‘objeto íntimo’. Em rodas de perguntas, cada grupo aprendeu de cada história e depois somou os objetos em um objetivo coletivo. “Nesse processo de escuta e criação, cada voz tem espaço, cada participante está sentindo o apoio de arriscar, oferecer e responder a perguntas inéditas, se conhecendo e aprendendo como criar um ambiente de democracia participativa”, sintetiza Dan Baron.

3 Na sequência da roda, cada participante apresenta seu 'objeto íntimo' para aprender criar projetos coletivos inclusivos

Na sequência da roda, cada participante apresenta seu ‘objeto íntimo’ para aprender criar projetos coletivos inclusivos

Na roda final de cochichos, cada dupla ‘desabafou’ sobre a falta de apoio e de cuidado do Estado para lidar com as múltiplas crises de choro, desmaio, vômito, depressão e insegurança nos alunos, sofrendo ‘ansiedade climática’, e a falta de tempo na vida do professor para descansar e preparar aulas criativas.

4 A diretora e professores vivenciam uma igualdade de entrega e troca na busca de um projeto coletivo

A diretora e professores vivenciam uma igualdade no processo de avaliação coletiva

Na roda de reflexão final, todo grupo comentou quão rápido as quatro horas da oficina passaram, e por que razão. “Cada um de nós estava proativo, o tempo inteiro”, relembra ele.

O próximo passo é cultivar viveiros de legumes, frutas, plantas medicinais e peixe na escola como projeto coletivo, comunitário. “Não paro de sonhar sobre a escola como viveiro”, diz a diretora Cristina Arcanjo.

Este é o motivo pelo qual o Instituto Transformance oferece a formação solidária, na ausência de uma política pública de reimaginar educação, em particular na Amazônia.

“Mesmo com olhos ardendo e gargantas inflamadas, os gestores dos governos municipal, estadual e federal se calam. Ou pior, defendem o modelo de progresso que causa a seca na Amazônia e as inundações do Rio Grande do Sul. Temos de demonstrar que uma solução barata já existe: eco-pedagogia através de nossas artes”, resume Dan Baron.

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Aprendendo a retomar ancestralidade debaixo do asfalto

Uma criança cuida dos direitos da cacica Kátia Silene, durante uma oficina audiovisual

Nos últimos seis meses, o Instituto Transformance, gestor do projeto comunitário Rios de Encontro enraizado em Cabelo Seco desde 2009, vem semeando sua segunda década, Viveiro Bem Viver: reimaginando educação no fim do mundo.

No dia 17 de Abril, Dan Baron, co-fundador do Rios de Encontro, contribuiu à roda de abertura do Acampamento Pedagógico Juvenil do MST na Curva do S. Na mesma semana, Dan levou o primeiro historiador em residência no projeto, o paraense Dr Raphael Uchôa, conhecido numa roda sobre Rios de Encontro na Universidade de Cambridge na Inglaterra, ao cine de formação no Acampamento Terra e Liberdade, em Paraupebas, para a estreia de seu documentário A Negação da Memória Amazônica. Logo em seguida, no Dia dos Povos Indígenas, Dan ministrou um curso de Audiovisual Bem Viver na escola da Aldeia Akrântiketêjê, co-idealizado e filmado com o historiador.

Apos a apresentacao do seu documentario, o historiador Raphael dialoga com moradores no acampamento Terra e Liberdade

As três ações revelam camadas de uma pergunta urgente: como proteger a memória e a imaginação populares do programa cultural ‘verde’ das indústrias de ‘desenvolvimento’?

“Fiquei impactado sobre como os projetos do Instituto tocam na memória, espiritualidade e imaginário”, disse Raphael, “para revelar e curar sequelas da colonização e cultivar eco-comunidades. O curso me ajudou imaginar o próximo projeto do Instituto Transformance: resgatar as raizes originárias da comunidade de Cabelo Seco.”

A comunidade não para de nós perguntar quando Rios de Encontro vai retomar o Cine Coruja, a Biblioteca na Rua, o Festival do Verão e da Pipa com suas bicicletadas. “Em breve”, responde a Manoela Souza, co-fundadora do Instituto Transformance. “Estamos reorganizando nossa Casa dos Rios para acolher uma clínica de terapia aquática, um salão de formação em eco-pedagogia através das artes, e um viveiro que resgate raizes Bem Viver”.

“Durante a pandemia, realizamos muitas rodas internacionais virtuais com os jovens de AfroRaiz”, Dan explica. “Inspiraram a criação do EcoeBrasil, um coletivo de juristas que elaborou em abril de 2023 o Projeto de Lei 2933, que tipifica ecocídio como crime. Realizamos em setembro passado um debate na ALEPA entre deputado Dirceu ten Caten e deputado Marquito Abreu sobre a Amazônia Bem Viver. Em seguida, o genocídio e ecocídio na Gaza explodiu. Logo realizamos diálogos de solidariedade entre jovens lideranças do AfroRaiz e do MST, e artistas indígenas da Palestina, do Teatro Ashtar de resistência e cura.”

Em outubro de 2023, o projeto Viveiro Bem Viver foi um de 29 projetos contemplados no Brasil pelo Fundo Casa, coordenado pelo Cacique Licuri Pataxó no Monte Pascoal e Dan Baron. No mesmo mês, a Secretaria Nacional de Participação Social do Governo Federal convidou o Dan Baron colaborar para reimaginar educação a partir da eco-cultura popular, inspirada por Rios de Encontro. Gerou o programa piloto educacional Viveiro Bem Viver.

Entre 05-07 de junho, Dan vai participar no Encontro de Participação Social com Educação Popular em Belém antes de retornar à Marabá para ministrar um curso de formação em eco-pedagogia na escola EMEF Martinho Motta.

“Já havíamos recusado disputar editais com a nova geração de arteducadoras que formamos no Rios de Encontro, e com os movimentos sociais”, disse Dan. “Fomos incentivados por aliados captar até R$3 milhões para financiar nosso programa emergente Viveiro Bem Viver, através do edital celebrando os 75 anos do Petrobras. Recusamos. Como deixar nossa história respaldar uma petroleira, mesmo estatal, que pretende explorar a Bacia de Amazonas em nome de ‘Novos Eixos de Sustentabilidade e Diversidade’?”.

“Queremos aprender plantar sementes no asfalto da escola e da universidade, as transformando em viveiros de uma Marabá agroecológica que resgatam as raizes, os saberes das ancestralidades de todos. Queremos transformar, não adiar, o fim do mundo!”








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Na audiência pública de novembro de 2023, Dan Baron alertou sobre ‘ecocídio’ e afirmou o projeto de lei e a eco-pedagogia, inspirados por Rios de Encontro, em sintonia com a Caciqua Kátia Gavião…

Para ler nossa contribuição na Audiência Pública e outras contribuições destacadas nessa matéria do Jornal Correio, clique em continuar lendo…

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Lançamos Viveiro: Raízes do Futuro!

6 Dan Baron e Karol Cunha (Casa de Educação Popular) inicia o primeiro diálogo sobre Bem Viver na vida pessoal (ALEPA, 04.09)

Dan Baron e Karol Cunha abrem o primeiro diálogo na Sessão Especial na ALEPA

Desde o VII Festival Beleza Amazônica no final de 2019, Marabá vem perguntando: “E o projeto? Enraizado na comunidade Cabelo Seco desde 2009. Não volta mais?”

“Igual com tantos milhares de projetos, fechamos nossas portas em março de 2020 para proteger a comunidade do Covid,” disse Dan Baron. “As oficinas, espetáculos, cine na rua, biblioteca, jardim medicinal, bicicletadas, festivais. Parou tudo. Mas atrás, estávamos atuando, online, não para adiar o fim do mundo, mas para transformá-lo!”

2 Camylla Alves apresenta o solo 'A Baleia e a Dançarina' (contemplado com a Lei Aldir Blanc, Secult-Pará) na laive com Aliança Educere (maio de 2021).

Camylla Alves apresenta uma cena da obra virtual em progresso ‘A Baleia e a Dançarina’ na live mundial com Aliança Educere (maio de 2021).

Em julho de 2020, Camylla Alves da AfroMundo contou para Dan um sonho, quando foi engolida por uma baleia. Após seis meses de ensaios por whatsapp, saiu a obra virtual, A Baleia e a Dançarina.

“A dança me curou do trauma da pandemia”, explica Camylla. “Mas vivendo a memória do mundo na barriga da baleia, reencontrei minha raiz. A vida simples. De conviver com a Natureza. E aprendi. Quem vive essa visão ecológica, vai sobreviver o colapso climático.”

5 Camylla vive a história do mundo na barriga da baleia na obra 'A Baleia e a Dançarina'(setembro, 2021)

Camylla vive a história do mundo na barriga da baleia na obra virtual ‘A Baleia e a Dançarina'(setembro, 2021)

Ao longo de 2021, o Dan Baron produziu quatro vídeos sobre a criação coletiva dos monumentos As Castanheiras de Eldorado dos Carajás, e 500 Anos de Resistência dos Povos Indígenas do Brasil. Narrados por Manoela Souza, os vídeos mostram como no centro desses grandes símbolos emergirem escolas de formação artística de eco-pedagogas.

5 Dan Baron explica à Dep Marquito Abreu (PSOL-SC) o potencial força eco-pedagógico do monumento As Castanheiras de Eldoradodos Carajás na ALESC (20.06.23)

Dan Baron explica a força eco-pedagógica do monumento ‘As Castanheiras de Eldorado Castanheiras’ numa Sessão Especial moderada pelo Deputado ‘Marquito’ Abreu (PSOL) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Florianópolis, 20.06.2023).

Durante a pandemia, o projeto também realizou 24 mesas virtuais, No Limiar entre Ecocídio e Bem Viver, com artistas, educadores, advogadas e políticos do mundo. Camylla Alves e Elisa Dias do Coletivo AfroRaiz foram convidadas para contar como ao longo de 12 anos, sua experiência na beira do rio virou consciência ecológica.

4 Elisa Dias e Camylla Alves respondem às perguntas de todos os continentes sobre Rios de Encontro (Dia da Amazônia, 2022)

Elisa Dias e Camylla Alves respondem às perguntas de arte-pedagógos/as de todos os continentes sobre ‘Rios de Encontro’ (Dia da Amazônia, 2022)

Os vídeos inspiraram a ONU (Organização das Nações Unidas) convidar Dan Baron apresentar o projeto ao Comitê dos Direitos do Povos Indígenas. “Já converteu o projeto em programa de educacional pela sustentabilidade?”, perguntou coordenadora Rashmi Jaipal da Índia. “Motivará o mundo reimaginar a escola como lugar para aprender plantar cidades ecológicas, através das artes”.

“Recusei um contrato para ministrar cursos de dança na Usina da Paz”, conta Camylla. “Optei em ser dança educadora e estudante de educação física. Ganho menos, mas não quis que a Vale usar minha história para enganar Marabá”.

WSAE 2023. (eng)

Numa mesa virtual em junho de 2021, surgiu o Coletivo EcoeBrasil para criar um Projeto de Lei que reconhece a destruição dos rios, florestas, oceanos e terras como ‘crime de ecocídio’. Em junho do 2023, o PL 2933 foi protocolado no Congresso. “Quem teria imaginado os jovens do Cabelo Seco inspirando isso?”, sorri Dan. “Mas sem artistas e eco-pedagogas em cada escola no país, não sairá da gaveta”.  

Por trás disso tudo, Manoela estava estudando terapias corporais e aquáticas, online. “Desde 1999, vi como as artes sensibilizam comunidades, com efeitos terapêuticos. Mas sem artes de cura, as traumas de genocídio, escravização e pobreza ficam, adoecendo a alma. Cadê as terapias para todos?”

10 Manoela Souza explica a relação entre cura, eco-pedagogia e Amazônia Bem, Viver (Alepa, 04.09)

Manoela Souza reflete sobre a relação entre cura, eco-pedagogia e uma Amazônia Bem Viver na entrevista coletiva, na ALEPA.

Em abril de 2023, ela montou uma piscina terapêutica na Casa dos Rios, iniciando um projeto de cura que integra o jardim Salus. “Dizem nossas mudas de boldo salvaram centenas de vidas em Cabelo Seco na pandemia.”

8 Conexão Afro da Escola Irmã Deodora celebra o resgate de raizes culturais.jpg

Maria da Oliveira, Vitória e Kemilly da Souza e Markus de Sousa do projeto ‘Conexão Afro’ da Escola Irmã Theodora, Marabá, celebram seu resgate de raizes culturais.

Profa Doelde Ferreira, autora do projeto Conexão Afro na Escola Irmã Theodora e a Claudelice Santos, fundadora do Instituto Ze Claudio e Maria (IZM), foram as primeiras parceiras para vivenciar a áquaterapia. Entraram numa caravana de Marabá para participar na Sessão Especial na ALEPA, no 04 de Setembro, idealizada num diálogo entre Dan Baron e Deputado Dirceu tem Caten, autor da primeira lei estadual do Bem Viver, no Brasil.

11 Marquito Abreu explica o significado da Lei de Compostagem no diálogo entre deputados e lideranças comunitárias, mediado por Karol Cunha (ALEPA, 04.09)

Num diálogo histórico entre o Sul e o Norte do país, Deputado Marquito (SC) responde à pergunta do Deputado Dirceu (Pará), sobre a primeira Lei de Compostagem no Brasil, numa entrevista coletiva com lideranças comunitárias, mediado por Karol Cunha (Casa de Educação Popular, Marabá)

Dan Baron e a equipe da ALEPA afastaram as cadeiras e mesas do palco formal no auditório para criar Viva Amazônia Bem Viver, uma roda de diálogos, perguntas e escutas permeada por danças indígena, afro-raiz e carimbo.

7 Elisa Dias do Coletivo AfroRaiz explica o significado do resgate da raiz na sua formação como artivista comunitária

Elisa Dias do ‘Coletivo AfroRaiz’ explica o significado do resgate da raiz na sua formação como artivista comunitária (ALEPA).

“Vivenciamos uma assembleia colaborativa”,  disse o Mauro Pereira da ONU, “de diálogos entre deputados, gerações, legisladores e comunidades, em solidariedade com a Amazônia e o futuro do mundo”.

10 Mauro Pereira da ONU explica os 17 ODS com apoio de Maria da Oliveira, Kemilly da Souza e Markus de Sousa do projeto Conexão Afro

Mauro Pereira da ONU explica os 17 ODS com apoio do projeto Conexão Afr

Rios de Encontro está de volta, pronto para oferecer seu novo programa Viveiro: Cura, Formação Eco-Pedagógica, e Convivência Artística.

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Eco-pedagoga, poeta e contadora de histórias, Joana Palikur Chagas (Escola Bosque, Outeiro), abre a Sessão Especial na ALEPA com um ritual de acolhimento, afirmando ‘o futuro é ancestral’. .

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Viva Amazônia Bem Viver!

1 Cartaz da ALEPA celebra o projeto Salus no micro-bairro do PAC, em Cabelo Seco

Viva, Amazônia Bem Viver!
Defendendo os Direitos da Amazônia na Semana Bem Viver, 2023

ALEPA Assembleia Legislativa do Estado do Pará
Belém, 04 de Setembro, 09h-13h

Por que, já?

Quando nossas canoas retornam famintas
transformamos nossa fome em dança
quando as florestas gemem nuvens de pó
transformamos nossa asma em canto
para que quando cheguem usineiros da paz
para resetar e leiloar nossos bisnetos
asfixiados no útero por seu vício ecocida
nossa Amazônia já estará se retomando

Porque na cura de toda cicatriz
aprendemos a arte de cuidar
no silêncio de todo agrado
aprendemos a coragem de ousar
e na pergunta de toda criança
nasce um pulso ancestral do bem viver

Objetivos (no limiar entre ecocídio e bem viver)

1 Praticar métodos participativos para criar diálogos inéditos;
2 Popularizar projetos ecológicos urbanos e de criminalizar ecocídio;
3 Imaginar pedagogias que já cultivam ecovilas sustentáveis;
4 Descolonizar imaginários para sentir futuros ancestrais;

Subjetivos (no fim do mundo)

a) Você acredita que a Natureza possa se regenerar?
b) Qual é sua maior qualidade cuidadosa?
c) Qual ação bem viver é mais urgente na sua vida?
d) Como já cultivar o bem viver na sua comunidade?

Fórum Bem Viver
Pará, 2023

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Podemos criar eco-futuros, agora?

WSAE 2023 (port)

Venha participar nessa sexta feira na nossa primeira ação eco-pedagógica cultural de 2023, um híbrido Círculo de Diálogo interregional, parte da Cimeira Mundial sobre Educação Artística.

Vamos criar recomendações para a Conferência Mundial da Cultura e da Arte Educação (UNESCO, dezembro de 2023), em resposta ao Relatório da UNESCO de 2021: Reimaginar a Educação para Nossos Futuros Sustentáveis.

A roda iniciará com uma entrevista coletiva com a percussionista e eco-pedagoga Elisa Dias do Rios de Encontro sobre o vídeo ‘AfroRaiz apresenta Amazônia Bem Viver’. Em seguida, o círculo de diálogos se dividirá em pequenas conversas, guiadas por quatro questões:

a) Como transformar as escolas em ambientes de futuros sustentáveis?
b) Como transformar os professores/as em ‘eco-performers’?
c) Como enraizar nosso mundo contemporâneo em culturas ancestrais vivas?
d) Como transformar projetos em políticas?


Link: https://us02web.zoom.us/j/81958613361
Senha: 769209


Até sexta!

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O Monumento Indígena do Brasil vira pluriversidade e advogado pela Mãe Natureza

Durante 2001-2, junto com nossos projetos na Amazônia, nosso Instituto Transformance dedicou-se à restauração do ‘Monumento de Resistência dos Povos Indígenas do Brasil’, localizado no Monte Pascoal, no Sul da Bahia.

2 Monument Indígena inaugurado no 19.08.2001

Você pode ler a história da criação coletiva pelo Povo Pataxó deste monumento (2000-01) e como surgiu sua restauração coletiva, nesta crônica: Pisa devagar (2020).

Você também pode entender como o Monumento fortaleceu (e ainda fortalece) o resgate cultural e educacional da língua Patxôhã e do ritual sagrado, como um território de formação de lideranças e de educadores/as, neste vídeo: https://youtu.be/JVr7Q3qtYMY

4 A liderança Gigi Pati Pataxó, assassinada, julho 2021 (pintando, em 2001)

O Monumento restaurado foi lançado no Dia dos Povos Indígenas do Brasil, no 22 de abril de 2022, através de um vídeo em progresso dedicado à liderança Gigi Pati (Tico) Pataxó (dir), assassinado no dia 05 de julho, 2021.

A restauração do Monumento aprofundou a resistência coletiva Pataxó aos projetos de lei do governo federal genocida e ecocída do Jair Bolsonaro, inspirando novos diálogos documentos nessa crônica: Mel (2022)

Inspirou o Comitê das ONGs (CDPI) sobre os Direitos dos Povos Indígenas na ONU elaborar e publicar uma Declaração solidária com os Pataxó do Sul da Bahia e todos os Povos Indígenas no Brasil, na sua busca pela preservação de seus direitos e territórios ancestrais (ler a Nota e a Declaração):

CDPI Declaração sobre Situação de Emergência no Brasil
Nota (Coletivo Pataxó)

Agradecemos o apoio do Fundo Casa na realização do projeto de restauração: A Retomada do Monumento de Resistência dos Povos Indígenas do Brasil (2001-21).  

Fotos: Arquivo Transformance (2001-2022) e, a última, Arquivo Pataxó (2022)  

 

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