Cabelo Seco promove Ambientes de Vida Sustentável

A bicicletada ‘Eu Sou Amazônia”, realizada no dia 5 de junho, Dia Mundial do 2Meio Ambiente (Orla, Cabelo Seco, Marabá)

Na semana passada, Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado desde 2008 em Cabelo Seco, realizou uma programação cultural de oficinas, rodas, e ações comunitárias e colaborativas como contribuição à Semana Mundial do Meio Ambiente. A semana foi internacionalizada pelo artista e arte educador global Dr Tom Willems, da Universidade das Artes em Amsterdã, Países Baixos, parte da Pororoca Mundial Solidária gestionada pela Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA).

AfroRaiz apresenta na Unifesspa, Campus 2, em Marabá, na abertura da Semana de Geologia.

Tom Willems foi recepcionado na segunda feira pela Universidade Comunitária dos Rios em Cabelo Seco em um almoço com galinha no tucupí, e logo depois acompanhou a apresentação da abertura da Semana Acadêmica de Geologia pelo Coletivo AfroRaiz na Unifesspa. “Fiquei impressionado pela alegria, dedicação e profissionalismo dos jovens artistas”, disse Tom, “e seu projeto de resgatar e reinventar sua raiz afrodescendente. Em poucos minutos, se transformaram em produtores de uma bicicletada, cuidando de 48 crianças, jovens e adultos. Nunca vou esquecer o grito comunitário de crianças e jovens, no pôr do sol, Eu Sou Amazônia! Uma performance extraordinária!”

Alanes Soares organiza as perguntas da platéia na conversa pública no Plínio Pinheiro.

Na terça feira, jovens coordenadores Alanes Soares (da Biblioteca Folhas da Vida), e Rerivaldo Mendes (do Rabetas Vídeo Coletivo), e Mestre Zequinha do Rios de Encontro levaram Tom Willems para vivênciar os rios de Marabá. O músico Zequinha tocou ‘Pare o Trem’ e ‘Deixa o Rio Passar’, bem no encontro dos Rios Itacaiúnas e Tocantins.

Mestre da Cultura Popular, Zequinha de Cabelo Seco, toca músicas criadas com as Latinhas de Quintal, no Rio Tocantins.

“Em Amsterdã, criamos teatro baseado em histórias locais”, disse Tom, “mas a história de exploração violenta nesta região me impressionou, quanto a ameaça do projeto da hidrelétrica. Na Europa, é inimaginável construir um projeto que prejudica a vida, sem ampla consulta e debate. É inacreditável as leis que um senado sob investigação de corrupção está aprovando. E o que acontece aqui, aumentando aquecimento global, vai afundar meu país!”

Na quarta feira, Dr. Tom retornou a este tema de co-responsabilidade ambiental internacional numa conversa com 200 alunos e professores da escola Plínio Pinheiro. “Na minha apresentação sobre a cidade de Amsterdã”, disse Tom, “mencionei como Holanda foi o primeiro país no mundo para legalizar casamento entre pessoas do mesmo sexo, consumo de maconha fiscalizada e trabalhadores de sexo. Reduziu profundamente a violência contra mulheres, jovens e crianças. Recebi tantas questões perceptivas dos jovens! O debate sobre direitos humanos e cidadania na escola ampliou a concepção do meio ambiente. Percebi que jovens aqui tem uma inteligência socioambiental aberta e analítica.”

A oficina de teatro realizado na Casa dos Rios, integrou participantes ‘incluídos’ e ‘excluídos’ num processo provocado por pinturas, movimento, poema, tradução, música e arquitectura.

A oficina de ‘teatro de ambientes locais’ que o holandês deu para 16 arte educadores do projeto Rios de Encontro, estudantes e professores da Unifesspa e dos movimentos sociais na tarde na Casa dos Rios, demonstrou uma técnica que transforma história externa em drama íntimo. “Isso é drama-terapia?”, perguntou Alanes? O Holandês foi enfático: “Não, a terapia leva mais tempo. Mas faz bem, em particular para pessoas caladas. E pode ser usada para dança, teatro, vídeo e a formação de professores.”

A roda-apresentação na Unifesspa provocou conversas profundas na Unifesspa.

Na quinta à tarde, a apresentação de dois vídeos curtos sobre um espetáculo fluvial sobre memórias de escravidão e a maior parada gay no planeta provocou duas horas de debate com professores e estudantes de arte educação na Unifesspa. O debate se estendeu com poetas e músicos da Associação de Escritores no Sul e Sudeste do Pará, numa noite cultural na quinta feira, na nova Casa dos Rios. A nova coreografia da oficina, dança-percussão do coletivo AfroRaiz e o espetáculo ‘Nascente em Chamas’ de AfroMundi se misturaram com poesia e cantos da Aesspa, encerrando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

“Tom Willems sensibilizou todos com sua compreensão ampla sobre direitos humanos”, explica Dan Baron, gestor da residência internacional no Rios de Encontro. “Ele conseguiu ampliar o conceito do meio ambiente, relacionando legados de massacre militar, econômica, patriarcal, racista e homofóbica. Assim, ajudou definir ambientes de vida sustentável. E saiu celebrando a melhor visita na sua vida, determinado de idealizar uma colaboração de 3-4 anos entre Europa e Amazônia, entitulado Rios de Criatividade.”

om Willems e os arte educadores de AfroRaiz (Alanes, Évany, Rerivaldo, Lorena, Elisa e Camylla) comemoram Dia Mundial do Meio Ambiente na abertura da Semana de Geologia na Unifesspa.

Rios de Encontro está realizando cursos de dança afro, teatro, vídeo, percussão e violão, sessões especiais de cinema comunitário rumo à um Fórum de Bem Viver a ser realizado no final de julho. A próxima residência internacional integra na Pororoca artistas de Colômbia e Equador. Mais informação disponível com Manoela Souza: 91-988478021 (whatsup).

Camylla Alves apresenta ‘Nascente em Chamas’ na noite cultural na Casa dos Rios, para encerrar a Semanas Mundial do Meio Ambiente 2017.

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Rios de Encontro amplia o diálogo no Dia Mundial do Meio Ambiente

O Coletivo AfroRaiz recepcionou estudantes de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Michigan, EUA, e a coordenação da Proex da Unifesspa no dia 29 de maio, com dança, ritmos e troca de pesquisa sobre energias alternativas.

Rios de Encontro e a Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA) lançam a ‘pororoca mundial solidária’ nesta segunda feira as 17h, Dia Mundial do Meio Ambiente com uma bicicletada pela vida, ‘Eu Sou Amazônia!’. A bicicletada levará os ritmos e coreografias do Coletivo AfroRaiz para seis comunidades na Velha Marabá e conta com a participação do teatro educador internacional, Tom Willems da Universidade das Artes em Amsterdã, da Holanda. Dia 5 de junho encerrará com o filme no Cine Coruja na Casa dos Rios.

Tom Willems será recepcionado na segunda feira pela Universidade Comunitária dos Rios em Cabelo Seco com um cafe de manhã típica, mas num momento mundial extraordinária e grave. “Acompanhamos as tensões entre Donald Trump e os lideres mundiais na reunião do G7 na Italia. Se comportou com descuido institucional, insistindo que aquecimento global é uma mentira chinesa para servir os interesses da China. A decisão de retirar os EUA do Acordo de Paris, assinado por 200 países, no dia 02 passado, prejudicará ainda mais o futuro da Amazônia. Trago à Amazônia a solidariedade de tantos povos e governos europeus!”

Elisa Neves entrega um calendário aos estudantes da Universidade de Michigan, no final de uma tarde de apresentações artísticas e uma roda impulsionada pela visita da Universidade Comunitária dos Rios à Belo Monte.

Depois de uma tarde com estudantes de Engenharia da Universidade de Michigan na segunda feira passada, os jovens arteducadores do Rios de Encontro perceberam a falta de informação sobre Amazônia que circula no mundo como uma oportunidade de fomentar diálogos entre os continentes e projetos sustentáveis. .

Na terça feira (06), Rios de Encontro levará então Tom Willems numa vivência no Rio Tocantins. Na tarde, ele vai acompanhar as oficinas artísticas ministradas pelos jovens arte educadores de Cabelo Seco, para entender melhor como funcionará a colaboração entre a Universidade de Amsterdã e a Universidade dos Rios.

Na quarta (07), pela manhã (9h-11h), Dr Tom participará numa roda com professores na escola Plínio Pinheiro. Ele vai ministrar uma oficina de teatro educação da tarde na Casa dos Rios (15h-18h) para participantes acima de 18 anos, e qualquer professor ou estudante interessado deve entrar em contato. Ainda tem umas vagas. A Casa dos Rios realizará uma noite cultural de trocas artísticas e imagens de Amsterdã, aberta à Marabá.

Na quinta (08), à tarde, Tom Willems vai participar numa roda de arte educação na Unifesspa (Campus 3), entre 14h30 e 17h30, aberta, e na noite, numa roda de música na Casa dos Rios com a Associação de escritores do Sul e Sudeste do Pará, ambas abertas à Marabá.

Alanes Soares, coordenadora da biblioteca comunitária Folhas da Vida em Cabelo Seco, e gestora da residência, convida Marabá: “Nossas noites culturais são abertas à todos. Hoje em dia, quando Pará está sofrendo tanto e Amazônia está em maior risco, necessitamos de solidariedade internacional. Porém temos de se informar sobre Europa também. Venha aproveitar desta visita!”.

Mais informação sobre a bicicletada (segunda, concentração em Cabelo Seco, 17h), e as oficinas e rodas da residência está disponível da Manoela Souza: 91-988478021

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O pororoca cultural de solidariedade mundial surge em Cabelo Seco

Reunião de arteducadores no departamento de teatro na Universidade Tecnológica de Auckland para pesquisar e cicatrizar passados e criar futuros de Nova Zelândia.

Rios de Encontro, o instituto eco-cultural e socioeducativo enraizado em Cabelo Seco desde 2008, voltou na segunda passada de três semanas de palestras, oficinas e colaborações iniciais em Austrália e Nova Zelândia. Seu atual projeto internacional, Rios de Criatividade, dá continuidade em Cabelo Seco com a visita de Dr Tom Willems da Academia de Teatro e Dança na Universidade das Artes de Amsterdã, no dia 4 de junho, para realizar uma residência de arte educação que impulsionará ainda mais a onda de solidariedade mundial com Amazônia, em defesa dos Pedrais do Lourenção.

AfroRaiz apresenta na primeira residência do Rios de Criatividade.

Rios de Encontro encerrou a primeira residência cultural com Lukas Reuss da Berlim, Alemanha, no final de abril, realizando apresentações ‘Berlim-Marabá: em busca de futuros sustentáveis’, apoiadas pelo jovem Coletivo AfroRaiz. Em seguida, Dan Baron e Manoela Souza, gestores de Rios de Encontro, viajarem para Austrália, para formar 51 pesquisadores de Mestrado em Economia Cultural e 06 pesquisadores de pós doutorado em Estudos de Performance, na Universidade Monash.

Dança da Vida com estudantes de Economia Cultural na Universidade de Monash, Australia.

“Melbourne é considerada a cidade mais avançada em bem viver no mundo”, disse Manoela Souza, “e tem uma qualidade de vida excepcional. Mas esta vida ‘branca’ falta de comunidade, e custou a destruição dos rios e da Grande Barreira de Coral, maior biodiversidade de corais no mundo, gerando secas, ciclones e medo de prejudicar conforto. Porém, colaboramos com arte educadores corajosos na Universidade de Monash e com lideranças aboríginas, cujos projetos alternativos reconhecem a importância mundial da Amazônia.”

Artistas aborigines Elaine e Angelina, com Stuart Grant da Universidade de Monash, com Mano Souza.

Em Nova Zelândia, retomaram colaborações com três universidades parceiras e a Escola Pública Puya, Maori, iniciadas durante o festival O Rio Fala 2016, em Auckland. Reencontraram os Maori, o povo indígena mais avançado no mundo, conhecido por sua dança milenar, a Haka, que protege a ética da vida.

Victor da AUT mostra o mapa da comunidade nas cravadas narrativas de madeira numa marai (casa da cultura) do povo Maori.jpg

Os jovens do Coletivo AfroRaiz do Rios de Encontro foram convidados para visitar os dois países em 2018, para fortalecer pontes culturais e educativas entre o continente pacífico e Amazônia. Nesta semana, os jovens estão preparando uma programação de oficinas, rodas e uma bicicletada, em pareceria com a Rede Brasileira de Arteducação (ABRA) e Unifesspa, aberta a Marabá, para afirmar o Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho. Victor da AUT (Universidade Tecnológica de Auckland) mostra o mapa da comunidade nas narrativas cravadas em madeira numa ‘marai’ (casa da cultura) do povo Maori.[/caption]

“Lembraram do espetáculo ‘Nascente em Chamas’ de Camylla Alves de AfroMundi, em 2016” disse Dan Baron, “e recepcionaram o hino de Cabelo Seco cantado por Manoela com lágrimas solidárias. Seu Rio Omaru também está morrendo, mas seus jovens estão o cicatrizando, a partir de seu orgulho indígena. As identidades Maori, Samoa e Pacífica são abraçadas pelos cidadãos com aparência mais européia!

Mano celebra as narrativas Maori nas estatuas e paredes da ‘Marai’ que tem uma simbologia milenar e contemporânea.

Fomos integrados com rituais e línguas resgatadas, mas bem contemporâneas, que enraízam a vida de bem viver em leis e direitos ambientais, protegidos pela biossegurança mais rigorosa no mundo. Nova Zelândia nunca teria permitido a votação da Medida Provisória 759/16 de anteontem que acabou com a regularização da Amazônia Legal. Em nossas oficinas, crianças, jovens, comunidades e universidades se comprometeram em participar em nossa ‘pororoca solidária cultural’ em defesa da Amazônia e Brasil.”

Educador Maori, Tamati, coordenador do Festival ‘O Rio Fala’ explica o projeto da Escola Puya que embeleza esgotos com lendas indígenas na educação ecológica.

“Tom Willems é um arte educador mundial”, disse Elisa Neves (20), percussionista do Coletivo desde as Latinhas de Quintal em 2008, “que vai ajudar impulsionar nossa pororoca de solidariedade, rumo ao Fórum de Bem Viver que vamos realizar em julho. Ele vai vivenciar tudo! Os efeitos da violação dos direitos de professores em Marabá, do massacre de lideranças, indígenas e trabalhadores no Pará, e das leis corruptas no Brasil, para alertar redes de mais de 40 países no mundo. Se nossos depoimentos artísticos ressonarem na voz dele, o mundo terá mais interesse de clamar na defesa de nosso Rio Tocantins!”.

Dan Baron e Mano Souza se despedem do grupo Environment Protection Authority (EPA) em Melbourne depois de uma troca de oficinas.

Os jovens do Coletivo AfroRaiz do Rios de Encontro foram convidados para visitar os dois países em 2018, para fortalecer pontes culturais e educativas entre o continente pacífico e Amazônia. Nesta semana, os jovens estão preparando uma programação de oficinas, rodas e uma bicicletada, em pareceria com a Rede Brasileira de Arteducação (ABRA) e Unifesspa, aberta a Marabá, para afirmar Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho.

Qualquer pessoa que queira colaborar na criação da Pororoca Cultural Solidária pode visitar o site http://www.riosdecriatividade.com.

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Calendário RdE 2016

2016 Calendar

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Visite a plataforma do Rios de Criatividade!

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Abrimos inscrições para cursos e audições de 2017

Quem imaginou 09 anos atrás que crianças que cantaram Fogo na Cidade, Alerta Amazônia e Bagageiro na pracinha, se transformariam em arte educadores, com seu próprio teatro, espaço audiovisual, biblioteca, cinema, e café? Dedicamos-nos à acordar a cultura afro de Cabelo Seco e realizar sonhos. Abrimos caminhos para todos. Nos formamos, criando festivais de pipa e beleza amazônica, inventando bicicletadas, levando a cultura de Cabelo Seco aos cantos do mundo. Agora, convidamos vocês entrar em mais uma roda!

Oferecemos oficinas de dança com AfroMundi, percussão com Tambores de Liberdade, produção de vídeos, filme e fotografia com Rabetas Vídeos, teatro com biblioteca Folhas da Vida, rádio com Gira Sol, e violão com Mestre Zequinha! Inscrições abrem hoje até dia 25 de Março. Tudo começa em nossa universidade comunitária dos rios no dia 10 de Abril!

Cia de Dança Afro Mundi e o Coletivo Afro-Raiz convidam dançarinos e percussionistas, com 02 anos de experiência, interessados em dançar no palco, praça, escola e rio, participarem numa audição entre 27 março à 2 de abril.

Integra uma residência com o Coletivo Abayomi, de Florianópolis, (30 de março à 3 de abril). Ligue para nós (91 988478021 e whatsup), ou olhe no Face de Rios de Encontro. Tem somente 25 vagas!

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Celebramos ‘dia internacional de ação pelos rios’ embelezando nossa Casa dos Rios

Estagiários (esq à dir), Rerivaldo, Elisa, Évany, Alanes, Lorena, Camylla e (coordenadora) Mano do Afro-Raíz pintam as esculturas-janelas da Casa dos Rios para celebrar Dia Internacional de Ação pelos Rios (14.03.17)

Acabamos de dedicar nosso último mês à formação através da criação de micro vídeos, elaboração de nossa nova fase ‘estagiário’ na universidade comunitária dos rios, e a construção de nossa própria Casa dos Rios. Estamos agora aprofundando os acordos e metas do 2017, criando nosso cronograma coletivo, e gestionando nosso projeto mundial ‘Rios de Criatividade’. Lançamos o site do projeto no Dia Internacional de Ação pelos Rios, dia 14 de março.

Visita o site do Rios de Criatividade, e participe! http://www.riosdecriatividade.com.

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Estamos construindo nossa ‘Casa dos Rios’ independente

A companhia de teatro assista vídeos de Rabetos Vídeos Coletivo sobre Maria Silva na Casinha de Cultura.

A companhia de teatro assista vídeos de Rabetos Vídeos Coletivo sobre Maria Silva na Casinha de Cultura.

O projeto eco-cultural e socioeducativo Rios de Encontro enraizado no Cabelo Seco, realizará residências artísticas em maio e julho, da Academia de Teatro e Dança em Amsterdam e da Companhia Trailler em Movimento, de São Paulo.

A ‘Cia Trailler em Movimento’ visitou Nova Ipixuna na semana passada para pesquisar a extrativista e educadora Maria Silva, assassinada em 2011, defendendo Amazônia. Os cinco integrantes de uma das companhias mais experientes no Brasil visitaram Rios de Encontro para conhecer o projeto e discutir seu novo espetáculo “Amanajé Caá – a Trajetória de Um Grito Suspenso”.

A companhia de teatro grava histórias sobre Maria Silva.

A companhia de teatro grava histórias sobre Maria Silva.

“Foi uma prioridade encontrar com Dan Baron e Mano Souza”, disse Edgar Castro, diretor teatral da companhia. “Maria Silva estudou Pedagogia do Campo com eles durante sete anos, na Unifesspa.” Durante cinco horas, gravou histórias sobre Maria, uma arte educadora que colaborou com Rios de Encontro. Inspirada pelo projeto, a companhia estreará o novo espetáculo no teatro em construção na ‘Casa dos Rios’. “A noite com Rios de Encontro nutriu de beleza nossa passagem na região. Seu trabalho é uma referência e os convidamos para ser nossos interlocutores em Marabá”.

“Nossos jovens artistas querem estudar artes cênicas”, disse Mano Souza, gestora do projeto. “Em 2017, queremos que trabalhem com companhias profissionais. A colaboração com artistas sérios de São Paulo também fortalecerá Amazônia. Edgar Castro apresentará também seu solo ‘Dezuó’ sobre a violência sofrida pelo Rio Tapajós. Em troca, levaremos nossos espetáculos à São Paulo, para promover uma Amazônia livre de devastação industrial.”

Rios de Encontro vem fomentando parcerias internacionais para finalizar e equipar a ‘Casa dos Rios’, seu novo espaço de performance e formação independente. Nesta semana também, dois estudantes de teatro de Amsterdã na Holanda confirmaram sua residência em maio para vivenciar a cultura afro-contemporânea e criar um novo espetáculo comunitário em Cabelo Seco. A universidade holandesa ajudará captar recursos para abastecer a ‘Casa dos Rios’ com energia solar. “Querem aprender com Amazônia”, explica Dan Baron, coordenador do intercâmbio. “Em troca, vão entrar nosso projeto ‘Rios de Criatividade’ e ajudar transformar o celular em energia criativa. Juntos, vamos ampliar a defesa do Rio Tocantins.”

Dan aprofunda: “Os oito anos com nossos jovens arte educadores de Cabelo Seco oferecem uma ‘ressonância magnética cultural’ da atual crise mundial. Antecipamos um período doloroso de desintegração das instituições corruptas. Porém enxergamos potenciais invisíveis ao olho nu, capazes de costurar redes sustentáveis. Nesta transição, necessitaremos de comunidades de boa saúde, bem alimentadas e criativas, livres da doença, obesidade, vícios e todo tipo de violência, as sequelas da exclusão, fome e escravidão. Assim, transformaremos conivência em autonomia.”

Os artistas de São Paulo curtam a primeira roda na Roda de Histórias e Sonhos na nova Casa dos Rios.

Os artistas de São Paulo curtam a primeira roda na Roda de Histórias e Sonhos na nova Casa dos Rios.

Em Março de 2017, Rios de Encontro celebrará tudo que foi realizado em seu Barracão de Cultura, pela biblioteca Folhas da Vida, Rabetas Vídeos, Cine Coruja e AfroMundi. “Realizamos milhares de oficinas, ensaios, rodas e apresentações”, disse Camylla Alves, “desde o final de 2012 quando as Latinhas de Quintal construiram o Barracão de Cultura e transformaram uma ruína em referência mundial. Mas crescemos e a saída do Barracão já provocou mudanças necessárias. Agradecemos a família Botelho pelo apoio e esperamos que o barracão que estamos doando ao novo Gam continue beneficiando Cabelo Seco e Marabá. Nossa ‘Casa dos Rios’ será exemplo da Amazônia que queremos!”

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Encerramos 2016 com uma noite de consciência para abrir novas portas!

Alanes apresenta o cartaz de sua escola que ela desenhou com Rerivaldo Mendes de Rabetas Vídeos Coletivo.

Alanes apresenta o cartaz de sua escola que ela desenhou com Rerivaldo Mendes de Rabetas Vídeos Coletivo.

Encerramos nosso Festival Beleza Amazônica com uma apresentação do novo espetáculo ‘Margens Vitais’ na escola Walkise da Silva Vianna em São Felix, e uma serie de reuniões de planejamento em Belém com Museu Goeldi e ABRA, parceiros e co-gestores do projeto Rios de Criatividade, em antecipação de 2017.

AfroMundi e Tambores da Liberdade apresentam 'Margens Vitais' num teatro escolar lotado.

AfroMundi e Tambores da Liberdade apresentam ‘Margens Vitais’ num teatro escolar lotado.

“A chuva intensa do final da semana”, relata Manoela Souza, gestora do Rios de Encontro, “adiou nossa festa cultural e bicicletada até 2017, mas depois de tantos meses de seca, foi tão bem vinda, e ampliou ainda mais nossas colaborações criativas, o tema do festival deste ano. Nossa bibliotecária e percussionista, Alanes Soares, gestionou a colaboração com sua escola Walkise, que revelou tanta cultura e educação vivas embaixo do radar oficial! Nas apresentações acadêmicas, assistamos tanta criatividade, engajamento social e crítico sobre as origens de racismo e as histórias da luta pela igualdade sem cor. Ficamos impressionados com a qualidade de dança afro-descendente e a coragem dos professores! Para nós, a Walkise é uma escola sem medo e com consciência, comprometida com a formação do futuro!”

Alanes explica o poder transformador dos tambores que vivenciou em 2016 que a ajudou superar a timidez e coordenar a segunda geração do Rios de Encontro, na biblioteca Folhas da Vida.

Alanes explica o poder transformador dos tambores que vivenciou em 2016 que a ajudou superar a timidez e coordenar a segunda geração do Rios de Encontro, na biblioteca Folhas da Vida.

“Foi um grande final do ano para Rios de Encontro,” complementa Alanes, aluna do terceiro ano. “Nesta época de crise, três de nós, tornaram-se percussionistas de solidariedade ecológica, nos palcos da UEPA, UNIFESSPA, do teatro Waldemar Henrique em Belém, e na Estação Científica do Museu Goeldi em Caxiuanã, Marajó. Mas na noite cultural na minha escola, senti um orgulho imenso! Conseguimos ampliar o gosto e a sensibilidade cultural de um bairro condenado, com a beleza de nossos tambores de raiz e coreografias afro-contemporâneas! O silêncio de 300 pessoas cativadas, unidas e tão concentradas, assistindo dança popular contemporânea, aumentou nossa coragem e sintonia!”

'Margens Vitais' demonstra como as raízes tradicionais das culturas populares vão renovar comunidades fragmentadas pela violência do consumismo.

‘Margens Vitais’ demonstra como as raízes tradicionais das culturas populares vão renovar comunidades fragmentadas pela violência do consumismo.

Alanes Soares (17) e Elisa Neves (19), coordenadora de Tambores da Liberdade e Roupas ao Vento, deram suas primeiras entrevistas na Rádio Itacaiúnas para refletir sobre o ano 2016 que iniciou com apresentações no SESC Boulevard (Belém), na China (Hong Kong) e Nova Zelândia, antes de realizar colaborações artísticas e socioambientais em Eldorado dos Carajás, Altamira, Caxiuanã e Cabelo Seco, tudo ensaiado no Barracão de Cultura.

Igual com Alanes, Elisa surpreendeu os jornalistas da Rádio Itacaiúnas com a inteligência, originalidade e lucidez de sua reflexão sobre Belo Monte, formação eco-cultural e a força transformadora do resgate de raízes adormecidas.

Igual com Alanes, Elisa surpreendeu os jornalistas da Rádio Itacaiúnas com a inteligência, originalidade e lucidez de sua reflexão sobre Belo Monte, formação eco-cultural e a força transformadora do resgate de raízes adormecidas.

Elisa toca o Djembe para coordenar os Tambores da Liberdade.

Elisa toca o Djembe para coordenar os Tambores da Liberdade.

“Dedicamos nosso 2016 à formação de nossos jovens coordenadores como gestores comunitários semi-profissionais”, explica Dan Baron, “porém entrelaçados com o mundo, para fortalecer Amazônia e co-gestionar nosso projeto. Enquanto que outros projetos de grande escala estão fechando suas portas nesta época de seca e corrupção, estamos criando novas colaborações e construindo nossa Casa dos Rios, a partir de uma teia de colaborações nacionais e internacionais. A Casa será abastecida pelas energias solar e cultural.”

Camylla Alves, coordenadora da Escola AfroMundi, vem formando uma nova companhia de dança juvenil, a segunda geração do Rios de Encontro, que apresentou a coreografia 'Beleza Invisível'.

Camylla Alves, coordenadora da Escola AfroMundi, vem formando uma nova companhia de dança juvenil, a segunda geração do Rios de Encontro, que apresentou a coreografia ‘Beleza Invisível’.

“Nossos oito anos com o mesmo núcleo de jovens de Cabelo Seco”, afirma Dan, “oferece uma ‘ressonância magnética cultural’ da crise atual. Vislumbramos uma transição prolongada, sofrida e trágica. Mas será a formação popular necessária para substituir um paradigma corrupto e insustentável com teias de redes interdependentes. A Casa dos Rios tentará vivenciar e simbolizar este futuro, cultivando gestores durante a crise.”

Cia AfroMundi apresenta sua pesquisa-ação atual sobre dança contemporânea popular com a performance de 'Corpo'. A plateia ficou de boca aberta, em silêncio profundo.

Cia AfroMundi apresenta sua pesquisa-ação atual sobre dança contemporânea popular com a performance de ‘Corpo’. A plateia ficou de boca aberta, em silêncio profundo.

O novo espetáculo de dança-percussäo, ‘Margens Vitais’, dramatiza esta visão e vai inaugurar a Casa dos Rios, em 2017. Rios de Encontro abrirá suas novas portas em fevereiro de 2017, para inaugurar as oficinas e cursos de seu projeto comunitário internacional, Rios de Criatividade.

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O Festival Beleza Amazônica 2016 em ação!

Rios de Encontro abre seu festival na UEPA com 'Margens Vitais' na formatura de voluntários do Instituto Chico Mendes para proteger Amazônia.

Rios de Encontro abre seu festival na UEPA com ‘Margens Vitais’ na formatura de voluntários do Instituto Chico Mendes para proteger Amazônia.

O V Festival Beleza Amazônica abriu na sexta feira, dia 09, com uma apresentação de dança afro-contemporânea com percussão de raiz na UEPA para comemorar a formatura de voluntariados da proteção dos rios e das florestas da Amazônia, do ICMBio em parceria com a Uepa e a Unifesspa. Assim, Rios de Encontro lançou o tema da quinta edição do festival comunitário eco-cultural e socioambiental, Rios de Criatividade, que já está se tornando uma campanha mundial, para preservar tanto os Pedrais do Lourenção, quanto o bioma inteiro da Pan-Amazônia.

Elisa (19 anos) ministra uma oficina de percussão africana para a coordenação estudantil do Movimento Ocupa Unifesspa contra a PEC 55.

Elisa (19 anos) ministra uma oficina de percussão africana para a coordenação estudantil do Movimento Ocupa Unifesspa contra a PEC 55.

Percussionistas de Tambores da Liberdade se-juntaram com estudantes do movimento "Ocupa Unifesspa" no festival numa celebração de educação pública gratuita e de qualidade.

Percussionistas de Tambores da Liberdade se-juntaram com estudantes do movimento “Ocupa Unifesspa” no festival numa celebração de educação pública gratuita e de qualidade.

Na segunda, dia 12, o V Festival Beleza Amazônica apresentou ‘Margens Vitais: ritmos e danças de resistencia e esperança’ para a coordenação estudantil de Movimento Ocupa UNIFESSPA. A noite se transformou em uma troca cultural, entre os jovens artes educadores dos projeto Rios de Encontro de Cabelo Seco e depoimentos dos estudantes completando 48 dias de vivência inédita, debate and intervenção coletiva. A noite transpareceu uma diversidade de motivações, coragens e visões na busca de um Brasil livre de corrupção e exclusão, e encerrou com uma unidade inspiradora, aproximando a universidade federal da Unifesspa e a universidade Comunitária dos Rios.

Artistas e professoras/es de Marabá realizam uma roda de planejamento estratégico depois de assistir 'Belo Monte: Depois da Inundação' no Barracão da Cultura.

Artistas e professoras/es de Marabá realizam uma roda de planejamento estratégico depois de assistir ‘Belo Monte: Depois da Inundação’ no Barracão da Cultura.

Na sexta feira, dia 16, mais de 50 jovens e adultos artistas e educadores assistirem o documentário internacional, ‘Belo Monte: Depois da Inundação’, e em seguida, reunirem para duas horas para refletir sobre o que Marabá pode aprender da tragédia atual em Altamira, para alertar a sociedade e Amazônia toda sobre as consequências socioambientais da energia hídrica. “Temos que garantir que a escola continua sendo um fórum de debate critico e cultivo de projetos sociais”, disse Professora Doelde Ferreira da Escola Irmão Deodoro na roda. “Amo Rios de Encontro porque entende que nenhum projeto social se desenvolve sem autoconhecimento e autoconfiança culturais e bem contemporâneas, liderado por jovens. Como defender Amazonia sem este sentimento de pertencimento, orgulho e coragem inovadores?”.

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