Festival Beleza Amazônica 2015 começa com bicicletada ‘Não me mata! Sou Amazônia!’

IV Festival Beleza Amazônica já começou!

IV Festival Beleza Amazônica já começou!

Os nascentes, AfroMundi Mirim, na frente da bicicletada!

Os nascentes, AfroMundi Mirim, na frente da bicicletada!

Pais e filhas, moradores e jovens celebram a vida da comunidade e seu Rio Tocantins, integrando consciência negra e ecocultural!

Pais e filhas, moradores e jovens celebram a vida da comunidade e seu Rio Tocantins, integrando consciência negra e ecocultural!

Irmões e amigos dividem bicicletas numa grande afirmação de cooperaçāo e solidariedade na prática!

Irmões e amigos dividem bicicletas numa grande afirmação de cooperaçāo e solidariedade na prática!

O mágico brinca com crianças e jovens de Cabelo Seco no quartel, criando laços humanos de respeito pelos direitos humanos.

O mágico brinca com crianças e jovens de Cabelo Seco no quartel, criando laços humanos de respeito pelos direitos humanos.

AfroMundi apresenta sua nova coreografia 'Guiné' para celebrar Dia da Consciência Negra, no quartel da Polícia Militar.

AfroMundi apresenta sua nova coreografia ‘Guiné’ para celebrar Dia da Consciência Negra, no quartel da Polícia Militar.

AfroMirim dança sua celebração de Consciência Negra na Orla de Cabelo Seco.

AfroMirim dança sua celebração de Consciência Negra na Orla de Cabelo Seco.

afromundi-dança na orla de cabelo seco, declarou solidariedade com o povo de Mariana (MG), e condenou a violência da Vale e seus parceiros.

afromundi-dança na orla de cabelo seco, declarou solidariedade com o povo de Mariana (MG), e condenou a violência da Vale e seus parceiros.

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Solidarizamos com Mariana!

Declaramos nossa solidariedade com as comunidades ribeirinhas, camponesas e urbanas de Mariana, Minas Gerais e Espírito Santo. Não sabíamos, na hora de nossa apresentação de dança e afirmação da necessidade pedagógica nacional de integrar alfabetização ecológica e cultural (ecocultural) como base da educação, que a tragédia estava acontecendo. Mas tem tudo a ver com ‘Raízes e Antenas II’ e o projeto da Universidade Comunitária dos Rios (ver posts abaixo).

Camylla Alves dança 'Raízes e Antenas II' na UDESC, Laguna, SC.

Camylla Alves dança ‘Raízes e Antenas II’ na UNESC, Laguna, SC.

Depois de sua apresentação, Camylla respondeu as perguntas sobre seu processo de pesquisa, em relação a sua identidade afro-indígena na Amazônia. Dedicamos nosso Festival Beleza Amazônica 2015 à Mariana, uma tragédia anunciada e mais um motivo para garantir que o projeto do desenvolvimento ‘ecocida’ do Governo Federal seja substituído por um projeto de economia cooperativa, abastecida pela energia solar.

Camylla explica o processo de pesquisa pós apresentação como parte da apresentação sobre os princípios pedagógicos de nossa Universidade Comunitária do Rios.

Camylla explica o processo de pesquisa pós apresentação como parte da apresentação sobre os princípios pedagógicos de nossa Universidade Comunitária do Rios.

Estamos na beira de vivenciar uma licitação para explodir a infraestrtura do Rio Tocantins e transformá-lo em uma hidrovia (para transportar minério, boi e transgênico), coroada por uma imensa hidrelétrica, e digamos ‘Aqui não Vale: não me mata, nem me toca!”.

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Jovens de Cabelo Seco premiados para fomentar rede nacional de criatividade

Fomos avisados neste semana que a Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA) na qual Rios de Encontro faz parte e preside, foi a única do Pará das dez redes nacionais contempladas pelo prêmio ‘Cultura de Redes: Fomento a Redes Culturais no Brasil’, do Ministério da Cultura. Com esta notícia, Rios de Encontro tem condições excelentes para financiar a colaboração de seus jovens arte educadores com outros projetos no Brasil, como protagonistas amazônicos de um novo projeto ‘Redes de Criatividade’, que culminará com o fórum internacional, ‘Rios de Criatividade’, tema do V Festival Beleza Amazônica em 2016.

Carol Souza (14 anos), co-coordenadora da bilioteca Folhas da Vida e do grupo de percussionistas contra violência contra mulheres e meninas, Roupas ao Vento, experimenta com celular para narrar sua experiência na premiação do Itaú-Unicef em Belém.

Carol Souza (14 anos), co-coordenadora da bilioteca Folhas da Vida e do grupo de percussionistas contra violência contra mulheres e meninas, Roupas ao Vento, experimenta com celular para narrar sua experiência na premiação do Itaú-Unicef em Belém.

“Este novo projeto premiado ‘Redes de Criatividade’ tem dois focos interligados”, explica Dan Baron, coordenador do Rios de Encontro. “A transformação do celular (Android) em ferramenta criativa, e jovens artistas como transformadores criativos dele, em rede. Pergunte para qualquer mãe ou professor. Neste momento, o celular domina a vida e até o sonho da grande maioria dos jovens do planeta. Já se tornou uma ditadora de prazer e inclusão necessária social. Consegue até padronizar o sorriso mundialmente através do ‘selfie’ e estampar a cara da época com a expressão ‘indiferente’.”

“Em menos de um ano, muitos jovens no Rios de Encontro e na ABRA estão cada dia mais presos ao whatsapp e ao facebook. Acordam exaustos com sono cortado, mal conseguem sustentar minutos de motivação ou interesse social. Mesmo reflexivos e lúcidos sobre como estão controlados pelo medo da crueldade dos grupos sociais, nem conseguem o transformar ou se afastar. Acessam qualquer novo post ou informação a todo segundo, mas mal conseguem lembrar o que foi falado numa conversa ‘ao vivo’. Observo jovens e até adultos na Orla, um rio de isolados, sem conversa! Nossa prioridade hoje é criar uma cultura que usa o celular para nosso bem humano, para evitar a morte do social.”

Cia AfroMundi, AfroMundi-Mirim e Roupas ao Vento se retratam antes de apresentar no encontro 'Arte na Escola' na Unifesspa.

Cia AfroMundi, AfroMundi-Mirim e Roupas ao Vento se retratam antes de apresentar no encontro ‘Arte na Escola’ na Unifesspa.

Como coordenador geral da ABRA, Dan apresenta a visão da Rede: “Desejamos transformar o celular e internet em ferramentas comunitárias de intervenção, imaginação e criação coletiva e social. Desejamos criar colaborações onde cada jovem e família se transformam em pulso eco-cultural comunitário, não seguidores de fama sem ética e dos valores do consumo do mercado. Mas temos um desafio grande! O apelo desta micro-tecnologia e sua capacidade instantânea de comunicar e acessar informação são bem mais avançados do que a cultura colaborativa e ética de nossos projetos atuais. E se enraízam no solo das sequelas psicoemocionais de exclusão social. Vamos precisar experimentar e inventar uma nova cultura, que afirma as energias e direitos democráticos da vida, e integra as novas micro-tecnologias no seu coração!”

Dan Baron e Camylla Alves (19 anos), coordenadora da Cia da Dança AfroMundi, ambos integrantes da ‘Universidade Comunitária dos Rios’ (UniComRios) que oferece oficinas, cursos, festivas e projetos de formação em cultura afro-contemporânea e amazônica em Cabelo Seco, viajam hoje para participar no encontro PalavraMundi, na Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), ao fomentar esta ‘rede de criatividade’. Os dois artistas e gestores são convidados para demonstrar e explicar uma nova lógica de projetos sociais universitários, que substitui o objetivo de extensão do centro acadêmico à periferia carente pelo objetivo de troca e colaboração entre saberes formais e populares.

UniComRios hoje está chamando atenção de redes culturais e sociais no mundo, por seu projeto de educação integral, enraizada nas artes e a cultura popular, premiado no mês passado pela Unicef. Camylla dançará o solo ‘Raízes e Antenas II’ da Cia AfroMundi para demonstrar como a dança já mudou sua vida.

Camylla dança 'Raízes e Antenas II' em Belém, 2014, exemplo de alfabetização cultural e emocional.

Camylla dança ‘Raízes e Antenas II’ em Belém, 2014, exemplo de alfabetização cultural e emocional.

“Tenho certeza”, explica Camylla, “que a escola do futuro vai reconhecer a dança como linguagem avançada de ensino e aprendizado. Tem milhões de pessoas como eu, que reflito, raciocino e expresso, a partir da dança, mas são forçadas sofrer um sistema que só valoriza a cabeça, a palavra escrita, a caneta. Adoro escrever, uso matemática todo dia na coreografia, mas sofri uma exclusão violenta no ENEM no mês passado. Para mim, a dança me da acesso às memórias de minha cultura ancestral e saberes do povo ribeirinho. Quando danço, integro uma leitura profunda com todos meus sentidos sobre o mundo, e comunico com complexidade ao mundo. A educação formal me machuca e violenta todos meus direitos de cidadania.”

No encontro, Dan Baron colocará estas reflexões num contexto internacional, as relacionando com as políticas mais avançadas dos Ministérios da Cultura e da Educação no Brasil e no mundo. Ele acompanhou Camylla na preparação do ENEM, e descobri de repente que a maioria dos jovens tem dificuldades com matemática e português. “Nossos jovens artistas e arte educadores são premiados nacionalmente mas sofrem exclusão de sua própria inteligência todo dia na educação formal. Alguns nem conseguem sair do ensino fundamental. Pior, sofrem mais uma violência na rua, principalmente os meninos, os primeiros suspeitos de assalto ou trafico, perseguidos e condenados pela Polícia Militar como ‘marginais’.”

Rerivaldo Mendes (19 anos) de Rabetas Vídeos capacita Antônio Soares nas técnias de edição e criação de vídeo.

Rerivaldo Mendes (19 anos) de Rabetas Vídeos capacita Antônio Soares nas técnias de edição e criação de vídeo.

Dan citará o jovem Antônio Soares (18 anos) de Cabelo Seco, premiado com mais dois jovens do Rabetas Vídeos, liberado inocente depois de ficar preso por dois meses. Durante este período ele foi exposto numa matéria de jornal local com uma foto montada pela polícia. A diretora de sua escola levou essa matéria de sala em sala para ilustrar o caminho errado que os outros alunos não deveriam seguir.”

“Além de perder um ano escolar, Antônio sofre as sequelas desta difamação e violentação de seus direitos humanos. Conheço ele desde seus 11 aninhos de idade. Ele é sensível, inteligente e talentoso. Mas foi julgado e condenado antes de comparecer perante o juiz. Não foi compensado para os dois meses de extrema violência institucionalizada que passou, nem recebi nenhuma desculpa formal, da diretora, da polícia ou do jornal, para limpar seu nome. Agora, ele é bolsista no Rios de Encontro, produzindo vídeos de jornalismo investigativo que mostram seu compromisso com o meio ambiente e direitos humanos. Ele está se alfabetizando e quer transformar tudo com o celular. Com calma, ele pode se transformar em um grande produtor!”

Rios de Encontro é um de centenas de milhares de projetos que hoje aparecem no radar nacional e mundial, mais ainda o único projeto de Marabá em 2015 para ganhar o prêmio ‘Educação Integral: Aprendizagem que Transforma’, do Itaú-Unicef. “Isso é um problema grave”, reflete Dan Baron. “Significa que a população de Marabá não está recebendo uma educação capaz de cultivar a autoestima e auto-confiança para falar ‘não’ quando pensam ‘não’. Entende muito. Quer preservar o Rio Itacaiúnas da degradação que está matando seu nascente e o Rio Tocantins da construção da hidrelétrica que vai desequilibrar a maior tecnologia no mundo, a Amazônia, e infernizar a vida popular. Mas se cala, ou pior, fala ‘sim’ diante a formação privilegiada e suprema lucidez das mineradoras, governantes e donos da terra, já sofrendo conseqüências massacrantes de exclusão e corrupção.

“Com este prêmio,” conclue Dan, “Camylla, Antônio e os outros coordenadores vão encontrar jovens artistas no país inteiro. Juntos, vão colaborar para inventar um rede de criatividade que utiliza novas ferramentas para avançar a educação e garantir os direitos socioambientais de todos. Quando recebem jovens comunicadores de 60 países aqui no festival do final de 2016, terão as ferramentas e confiança para divulgar seu ‘não coletivo’ nas redes sociais e nos meios de comunicação.”

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AfroMundi faz a história!

Cia AfroMundi, AfroMundi-Mirim e Roupas ao Vento se retratam antes de apresentar no encontro 'Arte na Escola' na Unifesspa.

Cia AfroMundi, AfroMundi-Mirim e Roupas ao Vento se retratam antes de apresentar no encontro ‘Arte na Escola’ na Unifesspa.

No dia 29 de outubro, o micro-projeto AfroMundi: Pés no Chão fez a história! Integrou sua companhia semiprofissional Cia AfroMundi, sua escola AfroMundi-Mirim e as percussionistas do micro projeto Roupas ao Vento no mesmo palco do evento ‘Arte na Escola’, na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Coordenadora e fundadora da Cia AfroMundi, Camylla Alves, ficou orgulhosa: “No mês passado, no Dia Internacional da Criança, acabamos mais profundamente com o preconceito ainda vivo na comunidade contra dança afro. Hoje, levamos nossa dança afro-descendente à universidade federal, mostrando que nossa Universidade Comunitária dos Rios tem cultura, sim, cultura de raíz afro-indígena bem viva!”

AfroMundi-Mirim apresenta no palco da Unifesspa.

AfroMundi-Mirim apresenta no palco da Unifesspa.

Camylla Alves começou no projeto Rios de Encontro com as Latinhas de Qunital em 2009, com 12 anos de idade, a mais ‘velha’ das crianças participantes. Hoje, ela está formando uma nova turma, de 03 as 13 anos de idade, a segunda geração!

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Alerta ambiental do Mestre Zequinha premiada

Zequinha toca 'Deixa o Rio Passar' em New York (Maio 2015).

Zequinha toca ‘Deixa o Rio Passar’ em New York (Maio 2015).

Ontem, no dia 16 de outubro, Mestre Zequinha Sousa de Cabelo Seco, diretor musical e co-fundador do Projeto Rios de Encontro, ganhou o Prêmio Manifestações Culturais 2015 da Fundação Cultural do Pará, Seiva, Programa de Incentivo a Arte e Cultura, para produzir seu CD ‘Deixa o Rio Passar’. Mestre Zequinha ganhou a nota máxima, reconhecimento não somente por sua trajetória cultural e história artística, mas por sua ética socioambiental e compromisso com sua comunidade ribeirinha.



”Estou feliz com este novo prêmio”, disse o Mestre, reconhecido pelo Ministério da Cultura em 2013, “mas confesso que estou extremamente preocupado com a situação ambiental em Marabá e na Amazônia em geral. O CD que estou produzindo com Rios de Encontro é uma grande celebração da riqueza, beleza e diversidade cultural aqui no sudeste do Pará. Mas também é um grande grito de alerta. Nunca vi uma seca tão grave. O Rio Tocantins está evaporando. Banhei-me ontem nele e sai com alergia na pele. Quando o desmatamento acaba com a água potável, o que o povo vai fazer? Toda nossa riqueza natural e cultural vai tornar-se memória morta para um museu que nem turistas vão arriscar visitar. O tempo para atuar é agora. Como canto no meu CD: “Se cuidarmos da terra das aguas e do ar/ Deixando a atmosfera sua luz a emanar/ Energias da vida eólica ou solar/ Não precisa agredir destruir ou matar”.

Zequinha grava 'Deixa o Rio Passar' em Belém 2015.

Zequinha grava ‘Deixa o Rio Passar’ em Belém 2015.

“Estamos super felizes com este prêmio”, disse Manoela Souza, arteducadora e gestora cultural do Rios de Encontro. “Complementará os recursos protegidos para produzir um CD de 15 músicas, 04 saindo em Português, Espanhol e Inglês, e circulando no Brasil, nos países latinos da Pan-Amazônia e no mundo através das redes de nossa Universidade Comunitária dos Rios e da Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA). O prêmio é muito mais do que reconhecimento artístico. É reconhecimento do poder ético da música, de sensibilizar gerações hoje e no futuro, de fortalecer movimentos sociais, e de inspirar governantes de ter a coragem de parar o trem de desenvolvimento destrutivo e escutar os ribeirinhos”.



O CD ‘Deixa o Rio Passar’ foi gravado em Belém em agosto de 2014 com grande músico, compositor e engenheiro de som, Ziza Padilha, colaborador do Rios de Encontro, que realizou uma residência em Cabelo Seco em 2013 no processo de gravar o CD ‘Amazônia Nossa Terra: não está venda’, das Latinhas de Quintal. Depois de ser lançado em Cabelo Seco e Marabá como produto independente, será lançado na comunidade paraense em Connecticut, EUA, onde Mestre Zequinha tocou em abril deste ano, no IX Congresso Mundial de Arte Educação na Turquia em julho de 2016, e no Peru, no X Fórum Social Pan-Amazônico, em novembro de 2016.



“Na semana passada,’ explica Dan Baron, coordenador artístico-pedagógico do Rios de Encontro, “nossa Universidade Comunitária dos Rios, foi reconhecida pela UNICEF por seu compromisso com uma nova educação integral pública, através da arte-educação. Zequinha é um grande artista internacional, central nessa história que tem suas raízes em uma geração de artistas em Marabá que lutaram contra a ditadora militar pela vida garantida por direitos humanos. Hoje, a luta é contra a ditadura do consumo pela vida garantida por direitos socioambientais. Este prêmio tem um valor simbólico imenso. Mostra para o mundo que Marabá tem uma comunidade consciente que o que fazemos aqui, o mundo vai sofrer, uma comunidade que não desistiu. Ainda, temos tempo para abraçar energia solar para abastecer um futuro dedicado ao cuidado e bem-viver.”

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Universidade Comunitária dos Rios reconhecida pela UNICEF

No día 16 de outubro, integrantes da ‘Universidade Comunitária dos Rios’ (UniComRios) que oferece oficinas, cursos, festivas e projetos de formação em cultura afro-contemporânea e amazônica em Cabelo Seco, e a Vice-Diretora da escola parceira do Rios de Encontro, Jose Mendonça Vergolino, participaram na decima edição da premiação do Itaú-Unicef em Belém. Saírem como único projeto de Marabá para ganhar o prêmio ‘Educação Integral: Aprendizagem que Transforma’, e um dos 20 projetos premiados da região Norte, com direito de usar o selo do Itaú-Unicef como marca de reconhecimento internacional.

Carol Souza (14 anos do Judith Gomes Leitão), co-coordenadora dos projetos Folhas da Vida (biblioteca), Cine Coruja e Roupas ao Vento (contra a violência de genêero) apresenta a Universidade Comunitária dos Rios de Cabelo Seco.

Carol Souza (14 anos do Judith Gomes Leitão), co-coordenadora dos projetos Folhas da Vida (biblioteca), Cine Coruja e Roupas ao Vento (contra a violência de genêero) apresenta a Universidade Comunitária dos Rios de Cabelo Seco.

“Foi minha primeira experiência de sentar numa roda de 10 diretores de escolas públicas e gestores de projetos da sociedade civil,”, conta Carol Souza, 14 anos, do Judith Gomes Leitão, uma das coordenadoras dos micro-projetos ‘Folhas da Vida’ (biblioteca comunitária), ‘Cine Coruja’ e ‘Roupas ao Vento’ (contra a violência de gênero), “mas depois de sete anos de atuação como artista, arte-educadora popular e pesquisadora, e nosso turnê nos EUA, me senti preparada. Fiquei decepcionada que não ganhamos o recurso de R$25,000 que necessitamos para sustentar nossos projetos urgentes, mas gostei de saber que tantos projetos da Amazônia que compartilham valores eco-culturais parecidos com nosso projeto. Ampliamos nossa rede e todos saírem com nosso calendário na mão.”

Semifinalistas da premiação Itaú-Unicef Educação Integral 2015.

Semifinalistas da premiação Itaú-Unicef Educação Integral 2015.

Carol Souza foi a única jovem que participou na premiação que selecionou 04 projetos para avançar como finalistas para a etapa nacional em novembro. Participaram também Dan Baron e Manoela Souza do Rios de Encontro, e Maria Aparecida Noceti do Municipal. ‘Fiquei impressionante,”, Carol continuou, “que ninguém mencionou a destruição da Amazônia pela construção das hidrelétricas, durante a tarde de formação e a cerimônia. Nas rodas e conversas, nosso projeto relacionou está violência ambiental com a chacina de jovens acontecendo na região, e o analfabetismo nas escolas e universidades que deixa nossa autoestima tão baixa, que quase ninguém tem coragem de questionar ou se posicionar em público!”.

Carol Souza, Marcelo Bragato (Cenpec), Mano Souza, reunem depois de quatro anos, na premiação do Itaú-Unicef 2015

Carol Souza, Marcelo Bragato (Cenpec), Mano Souza, reunem depois de quatro anos, na premiação do Itaú-Unicef 2015

A Vice-Diretora Cida Miranda celebrou a coragem da Carol. “Ainda, tem professores e moradores que não querem entender esta nova ‘universidade’ e acham que o projeto é fechado. Rios de Encontro sabe muita bem como realizar grandes ações para centenas de participantes, como o Festival Beleza Amazônica e a bicicletada que realizamos juntos em 2014. Mas para formar jovens artistas e educadoras populares como a Carol, tem que trabalhar em pequenas rodas de estudo, pesquisa, experimentação e ensaio, para transformar as sequelas de séculos de exclusão. Hoje, vi que Carol realmente sabe como escutar, cuidar e dialogar. Foi uma honra sentar ao lado dela.”

Dan Baron, coordenador da UniComRios celebra a sensibilidade pedagógica da Cida e complementa a reflexão da Vice-Diretora. ‘Carol é uma referência no próprio projeto, ainda assim, ela opta em participar nas novas rodas de matemática, redação e alfabetização cultural (através de filme), compensando para uma educação pública que condena a grande grande maioria do Brasil à silêncio, vergonha e exclusão violenta. O Municipal entende profundamente o significado da Cultura na busca de uma verdadeira educação integral e transformadora.”

Carol Souza e Mano Souza aproveitam da visita à Belém para comprar livros para a biblioteca 'Folhas da vida'.

Carol Souza e Mano Souza aproveitam da visita à Belém para comprar livros para a biblioteca ‘Folhas da vida’.

“Depois de escutar a Carol falar sobre sua BiciRádio Solar e Biblioteca Familiar,”, disse Cida Noceti, “os outros gestores ali conseguirem imaginar nossa parceria. A escola pública precisa de projetos comunitários como Rios de Encontro, tanto para escutar a comunidade em casa e pequenos grupos, quanto para transformar casas e praças em uma grande escola sem paredes, uma universidade da vida. A universidade federal tem muito para aprender com nossa parceira, se quiser formar os professores de amanha, capazes de lidar com os desafios de hoje.”

“Alguns gestores do Itaú-Unicef”, conclua Dan, “ficaram sensibilizados quando expliquei como o selo deles recentemente salvou até a vida de uns de nossos jovens bolsistas, premiados pelo Ministério da Cultura. Alguns soldados da Policia Militar estavam agredindo, humilhando e ameaçando nossos bolsistas porque são autorizados para disciplinar e punir ‘comunidades marginais’. Na UniComRios, já temos um diálogo de três anos com o comando da Polícia Militar, em Marabá e em Belém, sobre a cidade e cidadania. Os governantes nunca participam em nossos fóruns e rodas, e não querem reconhecer o que todos nossos jovens entendem. As camadas de violência que Amazônia sofre hoje é fruto do modelo violento de desenvolvimento. Este reconhecimento do Itaú-Unicef fortalecerá muito o movimento cultural comunitário que está acontecendo na America Latina.”.

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Celebramos Dia Mundial da Criança e reconhecimento do Itaú-UNICEF

AfroMundi Mirim afirma a cultura afro-descendente na pracinha de Cabelo Seco numa festa celebrando Dia Mundial da Criança.

AfroMundi Mirim afirma a cultura afro-descendente na pracinha de Cabelo Seco numa festa celebrando Dia Mundial da Criança.

Nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, o projeto socioeducativo e eco-cultural enraizado na comunidade Cabelo Seco desde 2008, ‘Rios de Encontro’, participará na premiação regional do Itau UNICEF. A Universidade Comunitária dos Rios, guarda chuva de todos os cursos, eventos e festivais de formação realizados pelo Rios de Encontro no território de Cabelo Seco, em parceria com Escola Municipal Jose Mendonça Vergolino, foi um dos 1947 projetos do país que se inscreveram no prêmio no tema ‘Educação Integral: Aprendizagem que Transforma’. 158 foram selecionados como semi-finalistas e, neste sexta feira, 04 projetos serão selecionados como os premiados da região Norte, para entrar como finalistas a ser premiados no nível nacional.

Cine Coruja e biblioteca Folhas da Vida promoveram leitura crîtica do mundo através de cinema independente e vídeos comunitários para 90 crianças e adolescentes no Dia Mundial da Criança.

Cine Coruja e biblioteca Folhas da Vida promoveram leitura crîtica do mundo através de cinema independente e vídeos comunitários para 90 crianças e adolescentes no Dia Mundial da Criança.

“Somos extremamente felizes”, disse Dan Baron, coordenador do Projeto, “de termos sido selecionados como semi-finalistas. Isto é uma grande afirmação de nossa colaboração pedagógica com o Municipal em busca de uma educação que integra a família, a rua e a escola. Esta colaboração tem profundidade porque compartilhamos a visão que Cabelo Seco e tantas outras comunidades afro-descendentes populares tem sabedoria, pesquisa sociocultural e produção cotidiana de conhecimento e de alfabetização ecológica.”

‘Universidade Comunitária dos Rios’ surgiu em setembro de 2012 dos cursos jovem e adulto de Inglês Dialógico, ministrado pelo Rios de Encontro, tanto para valorizar os saberes populares do Cabelo Seco numa colaboração com estudantes de Inglês e Pedagogia da Universidade Federal do Pará e professores de escolhas públicas em Marabá, como resignificar a comunidade excluída como um território de produção de história, cultura, conhecimento e aprendizado ribeirinhos, e suas crianças e adolescentes como colaboradores transformadores na sua própria educação formal a partir de suas culturas amazônicas.

Carol Souza (co-coordenadora do Cine Coruja) e Mano Souza completam a divulgação do Dia da Criança 2015.

Carol Souza (co-coordenadora do Cine Coruja) e Mano Souza completam a divulgação do Dia da Criança 2015.

Desde 2012, vem promovendo a troca de saberes populares no Cabelo Seco e entre saberes formais na Unifesspa e nas escolas públicas de Marabá, e entre universidades parceiras no Brasil e no exterior, comprometidas com a preservação da Amazônia. Vem também criando novas pedagogias artísticas que possibilitam aprendizado transformador na educação formal, formando crianças, adolescentes e jovens em risco como colaboradores na transformação de suas escolas, a partir de suas culturas amazônicas. Sobretudo, a UniComRios se destaca por seu reconhecimento de um bairro excluído como uma comunidade de valores, um território que produz pesquisa, conhecimento e aprendizado ribeirinhos.

“Cada projeto finalista regional ganha R$50.000, a ser divido entre comunidade e a escola, e cada finalista nacional ganha R$200.000. Porém não temos expectativa a ser contemplado,’, explica Dan Baron. “Já ganhamos o prêmio nacional em 2011, e é inedito para a mesma instituïção ganhar duas vezes, porque o prêmio é para motivar e fomentar. Porém, ao mesmo tempo, este reconhecimento já é importante para todos os jovens e adultos arte-educadores envolvidos no projeto. Podemos usar a logo-marca da UNICEF para captar recursos e inspirar colaborações na busca de uma educação que garante uma formação humana, solidária e eco-cultural de qualidade para cada jovem de Marabá e Amazônia. Estamos realmente preocupados com o analfabetismo nas nossas escolas e universidades que deixa a Amazônia bem vulnerável.”

Além da participação da Maria Aparecida Noceti da direção do Municipal, Rios de Encontro levará Carol Souza, a jovem co-coordenadora da biblioteca comunitária ‘Folhas da Vida’, do Cine Coruja e do projeto de pesquisa sobre violência contra meninas e mulheres, Roupas ao Vento, para participar no evento de premiação, encontrar os projetos e conhecer Belém. “Faz parte de minha formação”, disse a Carol, “e vou representar o projeto levando os sete anos de história que criamos juntos.”

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Rios de Encontro celebrates World Day of the Child with 8 new videos!

60 children and youth fly kites in the summer festival in 2015 (see video below).

60 children and youth fly kites in the summer festival in 2015 (see video below).

We launch 8 new videos on World Day of the Child to share stories from our past year of children’s potential to read and rewrite the world, in protecting the Amazon!

bike-ride ‘let our river pass!’ (2014)

bike-ride ‘let me pass!’ (2015)

solar-powered bike-radio in the Amazon! (2015)

recycle the sun – sun-flower (energies of amazonian life!, 2015)

let our river pass! (EUA 2015)

kite festival (ecological literacy, 2015)

congratulations kindergarten! (2015)

dry tears – lágrimas secas (EUA 2015)

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Rabetas Vídeos Coletivo celebra ‘Dia da Criança’ com 8 novos vídeos!

60 crianças e jovens empinam pipas no festival de verão de 2015. Ver o vídeo abaixo.

60 crianças e jovens empinam pipas no festival de verão de 2015. Ver o vídeo abaixo.

Lançamos oito novos vīdeos no Dia da Criança para compartilhar nossas histórias do Rios de Encontro em 2014-15!

bicicletada ‘deixa nosso rio passar!’ (2014)

bicicletada ‘deixa-me passar!’ (2015)

bici-rádio solar na Amazônia! (2015)

gira-sol (energias da vida amazônica!)

let our river pass! (EUA 2015)

festival da pipa (2015)

parabéns escolinha! (2015)

dry tears – lágrimas secas (EUA 2015)

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‘Rios de Criatividade’ na rua!

JCT (capa) 10-11.09.15

JCT 10-11.09.15Opiniao10-11.09.15

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