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O cd-monumento Amazônia Nossa Terra é fruto de um encontro no seio afroindígena da Comunidade do Cabelo Seco (Marabá, Amazônia) entre jovens artistas, gestores e produtores de sua própria cultura viva comunitária, mestres e arteducadores populares, a partir de processos de formação artística e humana rumo a um projeto de Amazônia Viva e Sustentável.
Faça o download do nosso cd com todas as músicas e o encarte que conta um pouco da nossa história e que tem nossas músicas escritas em três línguas para que nossas vozes possam ser compartilhadas pelo mundo afora.
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Reunimos parceiros federais para fortalecer vozes amazônicas
Na semana passada, Dan Baron, coordenador artístico-pedagógico do projeto educativo e eco-cultural ‘Rios de Encontro’ visitou Brasília para discutir com o governo federal a realização em Marabá de um encontro mundial de arte educação pela sustentabilidade, ‘Rios de Criatividade’. Ele realizou 16 reuniões com os Ministérios da Cultura e da Educação, as Secretarias de Direitos Humanos e de Juventude, a Organização de Nações Unidas de Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e a Escola Nacional de Formação da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Agrícolas (Enafoc).

Dan Baron vem ministrando cursos de arte educação e direitos humanos para pedagogos e lideranças do Enafoc desde 2011
Elogiado por seu “trabalho sério na região desde 1999”, pelo Deputado Federal Zé Geraldo, na primeira audiência com o Vice Ministro do Ministério da Cultura, João Brant, Dan Baron tocou na essência do projeto. “Pretendemos demonstrar como a integração das artes na educação formal como linguagens de ensino e aprendizado em cada escola no país, possa capacitar cada cidadão se cuidar, desenvolver todas suas inteligências e cuidar do futuro”. Dan continua: “O Vice Ministro logo percebeu a relação do projeto entre consciência ecológica e a formação do profissional do futuro, e encaminhou reuniões com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural e a Secretaria de Formação Artística e Cultural, para ver como viabilizar o encontro mundial em Marabá em 2016.”

Secretária Ivana Bentes e Diretor Alexandre Santini da SCDC dialogam por streaming com Mano Souza sobre a participação de jovens do Rios de Encontro na rede virtual de Cultura Viva
Dan Baron também sentou com Clara Gosse, Diretora de Formação da Secretaria de Direitos Humanos e com Veridiana Negrini, Diretora do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas. “Cada gestora ficou empolgada pelo casamento entre alfabetização ecológica e educação para o Século 21, e perturbada com a notícia de que Marabá ganhará uma hidrelétrica, e sem consulta. Tucuruí está bem conhecida pelos danos socioambientais e falta de benefícios para o povo. Belo Monte está conhecida pela corrupção e violação de direitos humanos que já está acontecendo. Mas Marabá ainda é mais conhecida como uma cidade marcada pela chacina de jovens e falta de compromisso com educação pública e saúde. A população ainda não sacou que vive num território onde cada decisão que tomamos tem impacto mundial.”

Luis Carlos Vasconceles, grande ator da personagem Xuxu e escritor, é um dos 120 parceiros nacionais e internacionais que vão participar em 2016
O pedagogo discutiu como apoiar populações de Marabá, Amazônia e Brasil a superar seu medo e manifestar sua consciência ecológica e escolha energética, antes da destruição do nascente do Rio Tocantins. “Os próprios deputados federais não sabiam que a comunidade internacional enxerga a Vale como maior violentadora de direitos trabalhistas e do maio ambiente no mundo, e já está se mobilizando para intervir nos grandes projetos energéticos dos governos estadual e federal,” explica Dan. “Com este apoio, nos podemos ficar mais confiantes. E a crise financeira na China e agora, na Vale, adiará todos os grandes projetos, abrindo novo espaço para debate informado.”

Rios de Encontro vem realizando cursos de formação com a Polícia Militar na Bahia desde 2009 e no Pará desde 2010
Nos dias 3 e 4 de setembro, depois das conversas, o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação se comprometeram em elaborar planos de trabalho para viabilizar a ida à Marabá dos principais cientistas, pedagogos e artistas do mundo para depor sobre energia hidrelétrica em seu país, e apresentar projetos alternativos de educação integral e energia solar, independentes das grandes mineradoras. “Marabá tornará um palco mundial de propostas éticas e sustentáveis.”
Na reunião no Setor da Educação da UNESCO, diretor Carlos Spezia afirmou que seria “uma honra” de formalizar uma parceira com Rios de Encontro, oferecendo em visibilizar sua ‘Universidade Comunitária dos Rios’ que valoriza os saberes dos pescadores e lavadeiras, através de um documentário internacional em 2016. A Enafoc se comprometeu em ampliar atuais ‘oficinas de arte educação pela sustentabilidade’ ministradas pelo Dan Baron, em cursos, rumo ao encontro ‘Rios de Criatividade’ em Novembro de 2016. “Temos que nos aproximar mais com estes projetos na frente da preservação da maior tecnologia no mundo, a Amazônia”, disse Juraci Moreira Souto, Coordenador da Enafoc. “Qualquer projeto que valoriza jovens em extremo risco como protagonistas deste grande desafio está praticando uma dupla sustentabilidade que queremos colaborar.”

Rafaela Fernandes (Belém), coordenadora geral da Secretaria Nacional de Juventude, recebe nosso calendário e afirma a necessidade de integrar jovens na gestão do Rios de Criatividade.
As últimas reuniões na agenda foram com Fernando Pacheco, assessor internacional, e com a coordenadora geral Rafaela Fernandes da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Ambas celebrarem a meta de garantir que 50% dos 120 convidados do mundo sejam em baixo de 30 anos de idade, e que jovens arte educadores de Cabelo Seco sejam co-gestores do encontro mundial. “Sabemos que há uma distancia social grande entre as periferias e a SNJ e sentimos a urgência grave de lidar com a violência social e ambiental, na região amazônica”, disse Fernanda de Belém. “Vamos trabalhar juntos para fortalecer a voz juvenil, através da dança, teatro e novas artes visuais, para criar uma grande manifestação no final de 2015, e cultivar rios de criatividade para uma Amazônia Sustentável em 2016.”
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AfroMundi transforma cultura militar em dança no desfile de 07 de setembro
Publicado em Advogando, AfroMundi, Clipping, Universidade Comunitaria dos Rios
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AfroMundi premiada, veja porque no calendário de 2015!

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves apresentam ‘Lágrimas Secas’ em New York, Maio de 2015.
No dia 01 de agosto, descobrimos que Camylla Alves, coreógrafa e dançarina da AfroMundi, e equipe de Dan Baron (diretor artístico), Manoela Souza (produtora cultural), Pablo Sousa (diretor técnico) e Ze Viana (memória) foram contemplados pela Fundação Nacional das Artes, Ministério da Cultura, como um de onze Novos Talentos nacionais no Brasil. Veja nosso calendário de 2015 para entender porquê!
Publicado em Advogando, AfroMundi, Clipping
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Rios de Encontro se reinventa no Festival de Verão

Rerivaldo realiza sua primeira oficina áudio-visual de formação com Carol, co-coordenadora do Cine Coruja e Roupas ao Vento, para formar uma equipe de documentação do festival.
Lançamos nosso oitavo ano e novo ciclo com nosso segundo Festival de Verão, ‘Sou Glocal’. A semana de intervenções culturais, ações artísticas, rodas, oficinas e diálogos internacionais, abre no dia 25 de julho com uma grande Bicicletada ‘Deixa-Me Passar!’, e encerra com a segunda ‘Festa da Pipa Solar’ no sábado, dia 01 de agosto.

Coordenadores da biblioteca comunitária ‘Folhas da Vida’ Carol e Rafael idealizam a ‘Aldeia Criativa de Leitura Infantil’ que vai ter um destaque no festival ‘Sou Glocal’.
Desde a turnê que levou 15 integrantes do Projeto para apresentar os espetáculos ‘Deixa Nosso Rio Passar!’ e ‘Lágrimas Secas’ em New York e culminou no Pátio Shopping e Cabelo Seco, os jovens artistas e arteducadores do ‘Rios de Encontro’ passaram os últimos meses num processo de reflexão, consulta e planejamento criativo. “Depois de 24 apresentações e 84 oficinas, tudo em três semanas,”, conta Dan Baron, “precisávamos respirar fundo. Voltamos com uma perspectiva claríssima mas um pouco pesada sobre o significado mundial de Marabá e de cada uma de nossas ações e decisões. Precisávamos nos distanciar para imaginar como integrar tanta experiência no nosso palco de Cabelo Seco!”.

Camylla Alves e Lorena Melissa da Cia AfroMundi adaptam a obra ‘Lágrimas Secas’ para uma plateia internacional da Festa das Artes ‘Somos as Américas’, durante o festival.
Dan Baron explica. “Na primeira noite de histórias e sonhos na Pracinha de Cabelo Seco em abril de 2009, ninguém poderia ter imaginado que, sete anos depois, crianças condenadas a viver chacinas de jovens e cercadas por preconceito iam ganhar um prêmio mundial. Porém o ganhamos não somente como artistas e arte educadores, mas como embaixadores amazônicos, e recebemos as mesmas perguntas em cada escola que visitamos: o que fazer para ajudar a preservar Amazônia? e porque Marabá está tão passiva diante a iminente violação do Rio Tocantins e destruição do equilíbrio da Amazônia? O tema de nosso festival de verão, ‘Sou Glocal’, afirma nossa consciência que nossa vida local tem impactos globais, e como o mundo impacta em nossa vida. Cada postagem no celular mostra isto! Mas não reconhecemos que hoje, nós em Marabá influenciamos o mundo, até a nossa passividade. Depois de meses de diálogo entre nós e com velhos e novos parceiros, temos uma resposta!”.

Elisa, Carol e Camylla, coordenadoras do projeto premiado, idealizam a participação de ‘Roupas ao Vento’ (contra a violência de mulheres), para o festival.
O Festival de Verão 2015 afirma os focos principais que vão guiar as ações e colaborações com as escolas, comunidades e universidades, no próxima semestre, sempre com o duplo-foco local e mundial: alfabetização eco-cultural, ação cultural comunitária e economia sustentável. “Porém, temos quatro questões urgentes que estão bem presentes na nossa vida que vão permear tudo,” continua Dan, “sexualidade juvenil, vida celular, criatividade infantil e coragem indígena. Cada uma destas questões é cercada com preconceito, medo e silêncio, e todas vão influenciar a questão mais urgente na vida glocal de cada um de nós hoje: virar as costas ou preservar o Rio Tocantins?”.

Rafael leva a bici-rádio solar na rua para divulgar o cine. Pode casar ela com a biblioteca infantil?
O festival ‘Sou Glocal!’ oferecerá Oficinas de violão, dança, televisão comunitária, mosaico juvenil, animação, e biomedecina, e Rodas de dança afro-contemporânea, desenhos animados, vídeos sobre Amazônia (abordando sexualidade, mídia e ação juvenil), e conversa sobre Cuidado Comunitário (segurança, fisioterapia, escola e energia solar). Vai ter quatro grandes ações nas ruas, abertas a todos: a Bicicletada ‘Deixa-Me Passar!’ (dia 25), a ‘Aldeia Criativa de Leitura Infantil’ (dia 29), a Festa das Artes ‘Somos as Américas!’ (dia 31), a Festa de Pipa Solar (dia 01).

Camylla Alves implora Rafael Varão e os outros jovens permanecerem na sua comunidade de Cabelo Seco, no espetáculo ‘Deixa o Nosso Rio Passar!’, apresentado no Teatro de Cabelo Seco, 25 maio de 2015. Vamos assistir o espetáculo durante o festival?
A programação do Festival de Verão ‘Sou Glocal’ 2015 será divulgada a partir deste final da semana.
Assista ‘Lágrimas Secas’ da Cia AfroMundi
Compartilhamos o ensaio final público do novo espetáculo de dança amazônico-contemporânea, ‘Lágrimas Secas’, fruto de seis meses de pesquisa!
https://www.youtube.com/watch?v=4QeTjPd7O9Y
Publicado em Advogando, AfroMundi, Universidade Comunitaria dos Rios
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Celebramos Maria da Silva e Dia da África com teatro e dança na praça!
Rios de Encontrou dedicou o final da semana passada à apresentação de dois espetáculos estrelados na sua turnê recente nos EUA. A partilha dos frutos de seis meses de pesquisa e criação coletiva para sua própria comunidade de Cabelo Seco coincidiu com a celebração da vida da grande arte educadora, Maria Silva, assassinada no dia 24 de maio de 2011, e do Dia da África, continente berço do bairro afro-descendente matriz da cidade de Marabá.

Sensibilizada pela Mãe Terra, Camylla Alves implora Rafael Varão e aos jovens permanecerem na sua comunidade de Cabelo Seco, no espetáculo ‘Deixa o Nosso Rio Passar!’.
No espetáculo ‘Deixa o Nosso Rio Passar!’, danças paraensas apresentadas pela ‘Compania AfroMundi’ e micro-projeto ‘Ruas Dançantes’ e impulsionadas pelas percussionistas das Latinhas de Quintal, motivam a Mãe Terra acreditar no poder dos jovens artistas de Cabelo Seco criarem uma intervenção de raiz para salvar o Rio Tocantins da sedução do Boto que oferece água, luz, ar condicionado e casas para todos. No palco, sensibilizada num ensaio de ballet, a Camylla Alves descobre o poder da dança afro-contemporânea para escutar a Mãe Terra e motivar outros jovens repensar sua decisão de mudar para moradas novas e permanecerem no seu bairro histórico para defender a beleza e a vida da Amazônia.
“Em realidade, começamos nossa autopesquisa”, explica Camylla, “através das músicas do mestre Zequinha, quando iniciamos o projeto Rios de Encontro em 2008. Assim, começamos a resgatar nossas raízes e a nos reinventar. Mas fomos inspirados pelas mulheres e homens de nossa Amazônia, Maria Silva, Zé Claudio e Chico Mendes, para transformar projetos de morte como a hidrelétrica, em projetos de vida, como energia solar!”.
“Na cena final”, explica Rafael Varão, co-coordenador do micro-projeto Folhas da Vida que cultiva bibliotecas familiares, “todos nós largamos nossa comunidade ancestral, enganados pelo ladrão de sonhos, acreditando que o melhor está disponível lá fora. Foi tão difícil atuar aquela cena quando a gente sai com a mala. Sentimos tanta emoção, em particular frente à nossa própria comunidade que está vivendo a pressão de sair todo dia!”
A cena culmina com os 12 jovens cantando a música ‘Pare o trem, por favor, eu quero descer’, escrita por Zequinha em 2014, e tocando o agogô, símbolo no espetáculo da devastação das grandes florestas de Castanhanheiras mas também da capacidade de ouvir a Mãe Natureza e da opção de cuidar dela, virando as costas ao imediatismo, corrupção e ‘ganância dos gigantes’.
“Nossa praçinha lotou”, emocionou Zequinha, “com moradores, adultos, jovens e crianças, professores e empresários da cidade e até com artistas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo pesquisando a guerilha do Araguaia. Graças à coragem de nossos jovens, fruto de sete anos de determinação para não serem derrubados pelo cinismo e ciúmes da minoria, é possível acreditar nas alternativas de energia solar. Diante da ameaça de secas, que aparece no espetáculo, espero que nosso povo possa acordar a tempo.”

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundi apresentam ‘Lágrimas Secas’ na feirinha da Praça Duque de Caxias.
A Cia AfroMundi acordou cedo no domingo para reapresentar seu novo terceiro espetáculo ‘Lágrimas Secas’ na nova Feira de Artesanato da praça Duque de Caxias, na Velha Marabá.
“Esta obra amazônico-contemporânea motivou diversos públicos em New York em abril a perguntar, o que podemos fazer?”, comentou Dan Baron, membro da coordenação do projeto Rios de Encontro. “Duvidei que uma platéia de famílias e crianças iam assistir uma obra tão séria num domingo. Ela dramatiza o Rio Tocantins pegando fogo, o imaginário contemporâneo juvenil da região, uma alerta a favor de energia solar. Mas a platéia ficou fascinada e depois conversou com os jovens. Parabenizamos a SEMAC pela iniciativa da faira e pelo espaço de debate a partir da cultura.”
A Nágila Rachid Marina, Secretária da Ação Comunitária, Trabalho e Cidadania encerrou a apresentação de ‘Lágrimas Secas’ elogiando Rios de Encontro. “Acompanho cada matéria sobre este projeto e parabenizo estes jovens que não só levam nossa cultura paraensa para outras regiões e países, mas têm uma consciência ecológica avançada e corajosa. Nosso espaço é sempre aberto à vocês!.”
Rios de Encontro entra agora num intervalo de pesquisa e reflexão e volta em julho com o Festival de Verão de sua Universidade Comunitária dos Rios.








