Rios de Encontro lança ‘folhinha comunitária’ para a nova década

A folhinha comunitária 2020, a ser lançada na semana que vem em Cabelo Seco.

Desde do início de 2020, Rios de Encontro vem se dedicando a nova década, apoiando as performance educadoras de AfroRaiz navegarem na fase do SISU pós ENEM e escolherem sua faculdade preferida, dialogando com cada uma na finalização de sua Perspectiva escrita sobre 2019, editando o vídeo sobre Rio Voador, e concluindo relatórios, para limpar horizontes e reinventar o Projeto.

AfroRaiz prepara para o processo de reflexão escrita, o micro-projeto Perspectivas, que vai gerar o livro coletivo ‘Perspectivas’ em 2020.

Os principais objetivos do Rios de Encontro já estão brotando nesses processos profundos de reflexão coletiva e pessoal, e na finalização do CD ‘Deixa o Rio Passar’ do mestre Zequinha de Cabelo Seco.

A nova década do Projeto será lançada pela celebração da obra do músico, compositor e poeta, Zequinha de Sousa, co-fundador do Rios de Encontro em 2008.

As prioridades pela nova década já estão claras: apoiar cada jovem adulta de AfroRaiz vivenciar outros projetos de formação, colaboração artística cultural e sustento da vida, para aumentar a motivação e confiança de cada uma, como gestora de uma cultura transformadora; aprofundar e ampliar a sustentabilidade do Rios de Encontro nessa conjuntura de austeridade cruel; publicar as narrativas pedagógicas, poesias e crônicas geradas pela primeira década do projeto; aprofundar a ação-pesquisa cultural em educação, saúde, segurança e economias integrais em busca da performance bem viver; e fortalecer e criar laços nacionais e internacionais através de residências comunitárias artístico-pedagógicas como metodologia para realizar estes objetivos, tanto em Cabelo Seco, quanto em Matadeiro, Florianópolis, em Santa Catarina.

AfroRaiz com sua coordenadora, Manoela, se retrata, celebrando sua diversidade, unificada pelos princípios de roda, cuidado, acordos e performance coletiva.

Na transição atual, AfroRaiz estará contrato e promovido enquanto indivíduos e Coletivo, como colaboradoras, artistas e performance educadoras profissionais. Convites já estão chegando de comunidades na região e cada continente no mundo.

Mais informação: Manoela (91 98847 8021) e Dan (91 98842 0521)

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AfroRaiz encerra 2019 com brinde à segunda década!

O Coletivo AfroRaiz brinda a nova década do projeto numa roda e almoço de encerramento do 2019.

Camylla Alves, Emmily Aragão, Katrine Neves, Evany Valente, Rerivaldo Mendes e Elisa Dias, integrantes do Coletivo AfroRaiz, recebem um quadro sobre o 8º Festival Beleza Amazônica na Casa dos Rios, para comemorar sua contribuição àos primeiros 11 anos do Rios de Encontro.

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Festival encerra semeando bem viver comunitário

Alunos do Municipal assistam a Criança oferecendo água imaginária para sua comunidade passando sede no espetáculo ‘Rio Voador’.

Rios de Encontro encerrou seu 8º Festival Beleza Amazônica na sexta-feira passada com Rua Bem Viver, uma programação para crianças, na comunidade Cabelo Seco, onde o projeto iniciou em 2009. A terceira semana do festival integrou apresentações do espetáculo Rio Voador nas escolas EMEF José Mendonça Virgolino e Judith Gomes Leitão, e EEEM Plínio Pinheiro, na Velha Marabá (05-12 de dezembro), celebrando uma década de parcerias. Culminou com uma apresentação sobre colapso climático na Câmara Municipal no dia 11 de dezembro, que convidou os vereadores se manifestarem na COP 25 (Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU), na Espanha, através de um retrato com mudas de plantas medicinais, distribuídas para todos os vereadores.

Crianças brincam com ‘maçã’ de amor na Rua Bem Viver em Cabelo Seco.

“Rua Bem Viver foi nossa última ação comunitária da década”, sorriu Manoela Souza, gestora dos 06 jovens artistas e coordenadores do Coletivo AfroRaiz que realizou a programação. “Mas foi uma inovação extraordinária! AfroRaiz divulgou ela com a distribuição de plantas medicinais e livros, porta em porta. Depois realizou uma biblioteca, ciranda de brincadeiras, passarela de beleza amazônica, e cine coruja comunitário, tudo na rua, durante seis horas, para 80 crianças, mães e avós. A risada, cooperação e cultivo de comunidade, autoconfiança e celebração de diversidade, afirmaram direitos da criança e do adolescente, justiça social e climática, cidadania, e democracia participativa, sem uma palavra de discurso!”

Alunos do Plínio assistam pássaros brigando para peixe tóxico no espetáculo Rio Voador.

“Este festival foi muito significativo”, disse Dan Baron, coordenador eco-pedagógico do Projeto. “Devolvemos a autoconfiança coletiva do AfroRaiz acumulada durante 4 anos de formação artística afro-brasileira e 11 anos de ação artístico-amazônica, às escolas onde estudaram. Seu espetáculo Rio Voador inspirou mais de 1000 alunos que os alertou sobre colapso climático, a crise civilizatória atual, até o assassinato da inocência, antes de dançar a energia amazônica de Bem Viver. AfroRaiz transformou auditórios em palcos de esperança e motivação!”

Alunos do Judith assistem AfroRaiz vira águias amazônicas no final do espetáculo ‘Rio Voador’, dançando bem viver!

“Essa volta as suas escolas e ruas depois de nossa turnê internacional encerra um experimento de 11 anos de formação comunitária”, Dan Baron continua. “Através de Projetos de Autonomia e de Superação, em 2019 vimos preparando os jovens arte educadores para sua saída em janeiro de 2020, para estudar na faculdade ou plantar projetos bem viver como profissionais, nas escolas e comunidades da região. Precisam viver e voar, independentemente do Projeto.”

Vereadores unanimamente afirmam o projeto ‘Marabá Bem Viver’ como contribuição pluripartidária à COP25.

“Paralelamente, Rios de Encontro vai dedicar 2020 à desenvolver sua Universidade Comunitária dos Rios, organizando uma década de arquivos, traduzindo sites e publicações em vários idiomas, e realizado cursos de formação. Ação comunitária continuará, mas vamos criar uma nova base econômica e ecológica para sustentar o projeto, nessa época de politicas federais de ‘austeridade’ contra a Cultura, Educação e Direitos Humanos. Assim, transformamos a crueldade de austeridade em pesquisa sobre a democratização de bem viver comunitário.

Crianças brincam na Rua Bem Viver em Cabelo Seco, frente à Casa dos Rios.

O desfile de crianças antes da sessão de Cine Coruja transformou a rua em cultura viva comunitária!

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Festival planta semente de Marabá Bem Viver

O projeto Rios de Encontro terminou a segunda semana de seu 8º Festival Beleza Amazônica na sexta feira passada, após mais uma distribuição de mudas de plantas medicinais, livros da Biblioteca Folhas da Vida, filmes infantis e juvenil no Cine Coruja, em Cabelo Seco, sede do projeto desde 2009.

AfroRaiz embeleza o 3º Encontro do PIBID (Unifesspa).

Ampliou o alcance do festival com matérias pelas TV Liberal e TV SBT, uma apresentação afro-brasileira no 3º Encontro do PIBID (Práticas de Ensino e Aprendizagem Compartilhada) na Unifesspa, um espetáculo teatral no Cine Marrocos, uma oficina-apresentação de formação com o projeto Conexão Afro da escola Irmã Theodora, e uma celebração dança brasileira para 50 pais e alunos na escolinha NEI Maria de Consolação.

AfroRaiz ensina Conexão Afro uma nova coreografia de Guiné Bissau para encerrar o ano.

“Depois de três meses de turnê internacional”, disse Manoela Souza, gestora cultural do Projeto, “foi um prazer retomar a entrega de mudas e livros às moradoras no bairro, e distribuir convites para o espetáculo Rio Voador. Recepcionaram AfroRaiz com carinho e gratidão nas portas e janelas de suas casas. Mas dá para ver quanto a austeridade do governo federal está violentando a comunidade.”

AfroRaiz distribui mudas de plantas medicinais como convite para assistir Rio Voador.

Coordenador de História na Unifesspa, Geovanni Cabral, convidou AfroRaiz apresentar para estudantes e docentes reunidos no 3º encontro do PIBID. Dan Baron, Coordenador Pedagógico do Projeto, encerrou com um elogio. “Parabenizamos nossa grande parceira, Unifesspa, valorização das artes no Ensino Básico, ao cultivar a autoconfiança na primeira infância para lidar com desafios inéditos de colapso climático. Sentimos orgulhosos que Rios de Encontro inspirou a decisão de instalar quarto usinas solares neste ano.”

“Mas quando tem 30.000 incêndios acontecendo todo dia no planeta e cientistas alertando que estamos vivendo tempo emprestado, temos de integrar alfabetização ambiental no Ensino Básico em cada escola, abastecida por energia solar, com hortas comunitárias, para garantir que jovens de Marabá possam olhar para um futuro sem horizonte com calma, sem pânico, e se juntarem com secundaristas no mundo para criar futuros sustentáveis.”

Cabelo Seco vira refugiados climáticos enloquecidos em sua própria comunidade.

Após 24 apresentações na Europa, AfroRaiz levou seu espetáculo ‘Rio Voador’ à Cine Marrocos, no dia 3 de Dezembro. “Voltamos ao palco onde apresentou nossa primeira coreografia afro-contemporânea em 2012”, disse Manoela Souza, co-diretora do espetáculo. “180 moradores de Cabelo Seco, arteducadores, estudantes, professores, ativistas, advogadas e governantes lotaram o auditório, e sairem motivados, com uma notícia forte sobre os 15,000 europeus que assistirem a peça: o mundo hoje sabe que Amazônia está em chamas. Mas todos perguntam como colaborar para cultivar cidades verdes?”

Conexão Afro apresenta para sua escola após a oficina de formação de AfroRaiz.

“O espetáculo começa com um susto climático, mas encerra com todos dançando o bem viver, o projeto comunitário alternativo com raízes amazônicas. Mostramos que Marabá tem ética, capacidade e imaginação, para gerar rios voadores com chuvas de projetos, não cinzas de ganância. O festival oferece uma semente de Marabá Bem Viver!”

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‘Rio Voador’ lança 3ª semana do Festival Beleza Amazônica

Nessa Terça, às 19h30, no Cine Marrocos, Rio Voador! Últimos ingressos!

Mais informação sobre o Festival, (91) 98842 0521.

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VIII Festival Beleza Amazônica celebra sua raiz afro

AfroRaiz, AfroMundi Juvenil e ConexãoAfro retratam sua raiz comunitária na Orla de Cabelo Seco

O projeto Rios de Encontro lançou seu Festival Beleza Amazônica 2019 no evento do Dia de Consciência Negra na quarta feira passada, na Orla de Cabelo Seco, onde começou em 2009. O projeto eco-cultural e socioambiental apresentou danças e percussão de seu Coletivo AfroRaiz, junto com o projeto Conexão Afro da Escola Irmã Theodora e dançarinas da Companhia AfroMundi Juvenil, para anunciar o tema do festival, Viva Marabá Bem Viver!

AfroMundi Juvenil, ConexãoAfro e AfroRaiz abrem Consciência Negra na Orla de Cabelo Seco.

“Fiquei renovada”, afirma professora Doelde Ferreira da escola Irmã Deodora, “pelas energias do Coletivo AfroRaiz que formou nossos alunos para enfrentar racismo institucional e internalizado através do orgulho cultural de ser Afro-Brasileiro. Fiquei feliz que Rios de Encontro foi contemplado com o Edital Semente do prêmio Itau-UNICEF. Planta sementes férteis e duradouras, aqui, todo dia, e no mundo!”

AfroRaiz celebra Consciência Negra na Praça de Juventude com jovens do Kilómetro 7.

Rios de Encontro voltou no mês passado após oito semanas de turnê europeia do espetáculo ‘Rio Voador’, organizada em colaboração com ‘Kinder Kultur Karawane’ da Alemanha e ‘Brave Kids’ de Song of the Goat Theatre, da Polônia. “Realizamos 24 apresentações, 24 rodas públicas, e 48 oficinas, alcançando mais de 15,000 alunos, estudantes, professores, gestores de 49 países, e governantes”, disse Dan Baron, coordenador internacional do projeto.

AfroRaiz leva 11 anos de ensaio e 2 meses de apresentação para Cine Marrocos no dia 3 de Dezembro.

“O mundo já está preocupadíssimo que Amazônia está sendo destruída, acelerando colapso climático. Mas não sabia que a pequena comunidade de Cabelo Seco já dedicou 11 anos alertando o mundo, protegendo Amazônia, inspirando UNIFESSPA a criar 4 usinas de energia solar, e promovendo o paradigma de Bem Viver através de colaborações locais e fóruns, festivais e residências internacionais. Poucos sabiam que há um projeto mundial de vida sustentável, com raízes indígenas, alternativo ao projeto industrial de mineração e agronegócio que devasta Amazônia e acaba com o futuro.”

Rio Voador trata sobre temas socioambientais e culturais pesadas sem palavras e com teatro lúdico.

“Um foco de nosso 8º Festival Beleza Amazônica é o espetáculo Rio Voador que nossa comunidade e nossos parceiros podem assistir no dia 3 de dezembro em Cine Marrocos”, disse Manoela Souza, gestora cultural do projeto. “Será apresentado também para alunos das escolas José Mendonça Vergolino, Judith Gomes Leitão, e Plínio Pinheiro.”

AfroRaiz traz teatro contemporâneo para uma cidade faminta para teatro internacional.

“O foco paralelo do festival é uma grande celebração de 11 anos de formação arte educadora e ação cultural”, explica Manoela. “Vamos retomar nossos micro-projetos de filmes mundiais, leitura na rua, e saúde integral, com Cine Coruja, Biblioteca Folhas da Vida, e Jardim Salus com Plantas Medicinais.”

“Vamos também realizar uma grande Bicicletada pela Vida – Sexta pelo Futuro – em 06 de Dezembro, para celebrar o movimento mundial juvenil, que exige governantes e instituições eliminarem as causas de aquecimento global. Vamos finalizar o ano no dia 12 de dezembro, com um Jantar Comunitário Bem Viver em Cabelo Seco, com certificados para todos que construiram o projeto entre 2009-2019.”

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Venha assistir ‘Rio Voador’

Após 24 apresentações e 48 oficinas na Europa, é a vez de Marabá!

Venha assistir nosso novo espetáculo Rio Voador, dia 3 de dezembro, em Cine Marrocos, às 19h30!

Ingressos gratuitos, limitados!
Confere a história, abaixo!

Amazônia em chamas. O horizonte acaba. O que faremos?

Uma criança afroindígena empina sua pipa, na margem seca do rio. O vento para de repente, mas uma festa de raiz a desvia, até que os artistas desmaiam.

Ela anda entre familiares em delírio, prontos para trocar seus direitos por um gole de água. A criança cuida de todos, mas sua água imaginária provoca pedras de ódio.

No silêncio tóxico de desespero, seu choro levanta águias ancestrais que a curam e transformam todos em um rio voador de bem viver.

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Coletivo AfroRaiz inspira ‘bem viver’ na Europa

A criança Katrine mostra um peixe morto à jovens mais preocupados com seu retrato coletiva do que como ler os sinais do colapso climático e intervir.

AfroRaiz se retrata em Bruxelles com grande teatro educadora e colaboradora, deputada Julie Ward, do Parlamento Europeu.

O Coletivo AfroRaiz voltou na semana passada, concluindo sua turnê europeia do espetáculo Rio Voador em Frankfurt, Alemanha, no IX Fórum da Aliança Mundial pela Arte Educação. A turnê de dois meses é a culminância de onze anos de formação artística e eco-pedagógica do projeto Rios de Encontro, da comunidade Cabelo Seco, que defende a Amazônia através das artes e afirma o projeto ‘Bem Viver’ como proposta mundial alternativa para futuros sustentáveis.

AfroRaiz encerra a apresentação ‘Rio Voador’ com um grito afro-brasileiro de Axé e o público respondeu sempre com perguntas sobre como defender Amazônia.

“Olhando para os dois meses”, reflete Camylla Alves, 23 anos, dançarina e fundadora da Cia de Dança AfroMundi, “nossa visita para a Escola Europeia em Bruxelas me marcou muito, tanto pela motivação política quanto pela inteligência socioambiental que inspiramos na roda final das três apresentações. Mais de 2000 lideranças futuras, todos filhos de deputados do Parlamento Europeu ou institutos socioambientais, ficaram tocados por nossa experiência autêntica da Amazônia, e pelo poder de dança e percussão estimular múltiplas interpretações abertas, sem direcionar.”

Rerivaldo Mendes pega o microfone na roda final após a apresentação. O Coletivo cuidou de passar o microfone para cada integrante, para celebrar a diversidade de vozes.

“Nossa oficina para alunos portugueses (e afro-descendentes de Guine Bissau, Angola, Moçambique e Cabo Verde)”, continua Camylla, “foi uma profunda convivência de descolonização! Bisnetos dos escravizados e sobreviventes de genocídio, ensinando dança e percussão afro-indígenas para bisnetos dos colonizadores! Não usamos Português. Encantamos, sensibilizamos e cicatrizamos!”

Camylla Alves abre a oficina descolonizadora de Rio Voador. A coordenação coletiva foi dividida entre dança e percussão com coragem criativa.

“Os dez dias que passamos em Wroclaw, Polônia”, lembra Rerivaldo Mendes, 23 anos, percussionista e coordenador de Rabetas Vídeos, “foi uma experiência única de integração cultural. Jovens de Palestina, Espanha, Polônia e Brasil, incluindo vários com necessidades especiais, contribuíram cenas para um espetáculo Pela Terra de 40 minutos, inspirado por nossa presença e o atual colapso climático. Vivemos a diversidade, e comunicamos através das artes, aprendendo coreografias, músicas e cenas da vida de cada cultura.”

AfroRaiz abre o projeto Brave Kids Together em Wroclaw, Polônia.

O palco inteiro se transforma em águias amazônicas para cicatrizar e transformar o futuro.

AfroRaiz apresentou em Hamburgo e numa vila rural, Haldemuhle, na Alemanha, antes de abrir um fórum mundial da Aliança Mundial pela Arte Educação, em Frankfurt. “Os jovens de Cabelo Seco inspiraram lideranças das artes educação de 30 países”, celebra Dan Baron, co-fundador do Rios de Encontro, “pela excelência artística e maturidade intelectual. Mostram porque educação para todos deve ser enraizada nas artes e culturas populares”.

As artistas de AfroRaiz desmaiam uma após a outra, na cena do colapso no espetáculo ‘Rio Voador’, revelando a realidade climática na Amazônia hoje e amanhã.

“Nossa apresentação final no fórum mundial”, Dan concluiu, “mudou os debates sobre educação pela sustentabilidade. A plateia inteira dançou no final, quando a energia afro-indígena inunda o auditório e transforma espectador em ator coletivo. Reitores universitários, diretores de escolas e educadores comunitários admiraram em particular a roda final de perguntas para os jovens, porque revelou que cada integrante tem sua perspectiva lúcida própria, entende a força transformadora das artes na vida, e fala com autoridade sobre Amazônia, e porque o mundo precisa abraçar o bem viver, todo dia!”

Após de apedrejar a inocência, a comunidade refugiada de Cabelo Seco assista a criança (Katrine) destruir sua pipa de esperança. Sua ação provocou gritos de susto nas plateias e uma intervenção pelas águias protetoras da Amazõnia.

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Caravana Bem Viver 2019 : solidariedade com Amazônia em chamas

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A comunidade abraça pipas que defendem Amazônia

Intensas queimadas na região criam um debate popular na Orla durante o Festival sobre a necessidade de fortalecer politicas de educação e preservação ambientais.

No sábado dia 10, o projeto eco-cultural e socioeducativo, Rios de Encontro do bairro Cabelo Seco, realizou seu 5º Festival da Pipa na Orla da comunidade, em defesa do Rio Tocantins e da Amazônia. Mais de 120 crianças e jovens participaram, com apoio de pais, professores e cientistas. Na mesma tarde, o Projeto antecipou o festival com uma dedicação à Amazônia na WeRadio Líder, citando as dezenas de mensagens internacionais recebidas, denunciando a ameaça atual aos ‘rios voadores’ das florestas que levam chuva ao mundo.

Antônio Soares, reconhecido com um grande criador de pipa na comunidade, prepara sua defesa do Rio Tocantins. Sua pipa foi escolhida para embelezar a turnê.

“O Festival da Pipa foi idealizado em 2015 para celebrar a ciência ribeirinha infantil e adolescente de Cabelo Seco e Marabá”, disse Dan Baron, coordenador eco-pedagógico do Rios de Encontro. “Cinco anos e mais de 4 milhões de visualizações no YouTube de nossos videos sobre os festivais de pipa depois, reconhecemos essa atividade como um dos mais importantes de nosso ano, em busca de um novo paradigma de educação pela sustentabilidade”.

Dois adolescentes cooperam na produção de uma pipa, se dedicando com concentração no ambiente comunitário da Casa dos Rios, sem supervisão ou notas disciplinares.

“A criação e sustento da pipa no céu, vai muito além de brincar”, disse Zequinha Souza, co-fundador de Rios de Encontro e morador. “Implicam cálculos matemáticos e físicos, cuidado com a engenharia e a dedicação estética, tanto na idealização, quanto na leitura de seu movimento, para navegar os ventos.”

A precisão cientifica combina com experiência formadora de auto-determinação num ambiente de respeito e cuidado coletivo.

“O Coletivo AfroRaiz também cresce com os processos de coordenação eco-pedagógica nos últimos 5 anos”, disse Manoela Souza, gestora do projeto, “criando um ambiente na Casa dos Rios de apoio, cooperação entre faixas etárias, gerações, gêneros, raças e classes sociais, autodeterminação e autonomia. Os jovens arteducadores realmente atuaram como um coletivo, entendendo cada fase, e admirando o resgate e beleza da comunidade, ameaçada pelo celular viciante, isolador e invasivo em cada mão.”

A Professora Doelde da escola Irmã Theodora volta para participar numa eco-pedagogia popular que encanta seus alunos.

A Universidade de Oxford da Inglaterra encomendou um vídeo bilíngue com Rerivaldo Mendes de Rabetas AudioVisual, em 2017, para internacionalizar o potencial acadêmico e formador da Pipa. “Reris gosta de documentar o processo”, comentou Dan Baron. “Além da beleza da pipa e das técnicas de navegar, a Casa dos Rios, as ruas e a Orla do bairro e suas casas, pulsam com cooperação, conversa, comunidade, aprendizado, e conhecimento popular.”

A Casa dos Rios lota com crianças e jovens buscando espaços de liberdade e comunidade, numa época de isolamento virtual.

Na entrevista com Rigler Aragão, Dan Baron relacionou o Festival da Pipa com a turnê europeia de um novo espetáculo, ‘Rio Voador’ que Rios de Encontro apresentará na Áustria, Alemanha, Polônia e Bélgica, durante dois meses, a partir do 05 de setembro, Dia de Amazônia. “É insuficiente denunciar o desmatamento na Amazônia do mês passado, que aumentou 278% em comparação com julho de 2018, por o governo que está acabando com a maior e mais antiga tecnologia no mundo, e seus guardiões indígenas, em nome de desenvolvimento.”

AfroRaiz relaxa na Orla depois de um dia concentrado de cuido pedagógico invisível.

“AfroRaiz está viajando para defender Amazônia. Mas também incentivará escolas, universidades, redes e ONGs colaborarem nas áreas de energia solar, plantas medicinais e hortas comunitárias, aqui na Amazônia. Já estamos praticando estes projetos alternativos como base de educação pela sustentabilidade, enraizada na cultura popular, vislumbrando uma ecologia de bem viver, para todos. Vamos levar pipas de sábado ao palco do Parlamento Europeu”.

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