Adultos escutam o grito mundial de crianças e jovens

Inteligência infantil sensibiliza autoridades pedagógicas e políticas na Escola Municipal Claudio Pinheiro de Lima, em Moeda, Minas Gerais.

Rios de Encontro, o projeto eco-cultural e socioeducativo enraizado em Cabelo Seco desde 2009, a Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA) e cidadãs da Rede Sonho Grande de Nova Zelândia, lançaram um laboratório solar escolar e um debate na Câmara dos Vereadores sobre cidades verdes, em Moeda, Minas Gerais, na sexta passada, como contribuição à Greve Mundial Juvenil em Defesa do Planeta.

“Estamos orgulhosos que realizamos este grande sonho”, disse Dan Baron, da coordenação de Rios de Encontro e da ABRA, “inspirado pelas ações de nossos jovens artistas de AfroRaiz durante o Fórum Bem Viver, em Moeda, em novembro passado. Mas estamos em luto também, em solidariedade com as comunidade muçulmana de Christchurch, Nova Zelândia, as famílias da Escola Raul Brasil em Suzano/SP e as populações de Moçambique, Malawi e Zimbabwe na África Sudeste, vitimas de catástrofes racista, psicoemocional e ambiental que acontecerem na mesma semana do lançamento. Essas expressões do atual modelo violento e autodestrutivo de desenvolvimento fortalecem nossa parceria de criar um modelo alternativo de bem viver.”

O Prefeito Leo Moura de Moeda celebra a consciência ecológica das crianças e afirma a iniciativa da Rede Brasileira de Arteducadores. Arteducadores

“Os seis placas solares no teto da Escola Municipal Cláudio Pinheiro Lima já inspiraram muita esperança em Moeda”, afirmou a Secretaria Vanda Emaculada, Secretária de Educação, no debate de sexta. Professora Vanda citou o impacto de Rios de Encontro nas escolas de Moeda durante o Fórum de 2018. “AfroRaiz levantou a autoestima de nossos alunos afrodescendentes e mostrou a capacidade de jovens assumirem responsabilidade social. As oficinas com crianças na sexta confirmaram a sensibilidade verde de nossa cidade. Mas as placas criam um foco. As crianças voltaram para casa empolgadas, multiplicadoras da consciência ecológica que o mundo precisa.”

Debate sobre Moeda sustentável na Câmara de Vereadores com Prefeito, Vice Prefeito, Secretarias de Educação, Assistência Social, Meio Ambiente, Presidente da Câmara, vereadores, Dan baron e Mano Souza.

“O município de Moeda se destaca como o único que resiste a pressão das mineradoras”, disse Gian Borba, músico-educador e morador de Moeda Velha que colaborou no lançamento na escola. “Temos uma lei que protege essa postura, mas para resistir a sedução da Vale, precisamos cultivar uma consciência ecológica em cada família. O laboratório solar escolar vai economizar na conta de luz, mas faz parte de um projeto bem maior: de criar uma Moeda inteiramente abastecida por energia solar!”.

Além da greve: placas solares no teto e parede da primeira escola de Moeda, Cláudio Pinheiro Lima, Moeda (MG).

Este projeto de paradigma bem viver motivou a Rede Sonho Grande em Hawks Bay (Baía do Gaivão) a doar as seis placas para Moeda. “Hoje é um dia inovador para vocês e para nós em Nova Zelândia”, disse Daniel Betty, professor e diretor de teatro juvenil, no vídeo assistido pelos vereadores na Câmara. “Mas nossa colaboração tem ainda mais urgência depois da catástrofe que aconteceu em Brumadinho, a cidade vizinha de vocês. A greve mundial inspira esperança. Mas um laboratório escolar de educação pela sustentabilidade gera confiança, pertencimento e projeto social.”

“O triângulo Moeda, Marabá e Hawks Bay, pulsa com energias de vida”, disse Manoela Souza, gestora do Rios de Encontro e da ABRA. “Em breve, alunos e professores viajarão por ele, como criadores de um planeta sustentável. As crianças em greve, vão nós agradecer!”

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